Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões com campanhas eleitorais; veja despesas

Os principais candidatos à Presidência nas eleições de 2026 já declararam cerca de R$ 74 milhões em despesas de campanha à Justiça Eleitoral. Entre os gastos registrados estão serviços de publicidade e comunicação, estratégia digital, produção de conteúdo, transporte, contratação de aeronaves e serviços jurídicos.

O prazo para candidatos, partidos, federações e coligações apresentarem a prestação de contas parcial começou na quarta-feira (9) e termina neste domingo (13). Dessa forma, os valores apresentados neste levantamento ainda são parciais e podem sofrer alterações à medida que novas despesas e movimentações financeiras sejam registradas ao longo da campanha.

A prestação de contas parcial considera as receitas e despesas realizadas desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto, até 8 de setembro. As informações são encaminhadas por meio do Conta+JE, sistema utilizado pela Justiça Eleitoral para centralizar os dados. Paralelamente, parte das receitas e despesas já pode ser consultada no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os candidatos analisados, Flávio Bolsonaro (PL) declarou até agora R$ 49,5 milhões em despesas. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na sequência, com R$ 20,9 milhões, enquanto Romeu Zema (Novo) registrou R$ 2,6 milhões. Renan Santos (Missão) declarou R$ 644,6 mil. Lula (PT) informou R$ 100 mil em gastos, e Augusto Cury (Avante), R$ 55,2 mil.

Os valores, no entanto, não permitem uma comparação definitiva entre as campanhas, já que o prazo para a prestação parcial ainda está em andamento e as declarações podem ocorrer em momentos diferentes. A campanha de Flávio, por exemplo, afirmou que registra e divulga despesas com maior rapidez, enquanto a assessoria de Ronaldo Caiado declarou que parte dos valores registrados corresponde à contratação de serviços que ainda serão pagos ao longo da campanha.

Para a disputa presidencial de 2026, o TSE estabeleceu limite de R$ 88,9 milhões em gastos no primeiro turno e de R$ 44,5 milhões no segundo. Assim, um candidato que disputar os dois turnos poderá gastar até R$ 133,4 milhões.

Nas despesas já declaradas, aparecem alguns pontos em comum entre as campanhas, especialmente investimentos em comunicação, produção de conteúdo digital, publicidade e serviços jurídicos. Também há registros de gastos com materiais impressos, eventos, deslocamentos e estrutura de campanha.

Flávio Bolsonaro concentra parte significativa dos recursos declarados em planejamento estratégico, marketing político e comunicação. A maior despesa, de R$ 13,1 milhões, corresponde a serviços de planejamento estratégico e marketing. Outros R$ 5 milhões foram destinados à Paranoá Digital, para serviços descritos como “serviços de planejamento digital”.

A campanha também registrou R$ 3,7 milhões para a criação de um canal no YouTube, R$ 3,6 milhões para serviços de comunicação e R$ 3,1 milhões em serviços jurídicos. Com transporte aéreo, foram declarados R$ 2,2 milhões.

Em nota, a campanha afirmou ter “compromisso com a transparência e respeito ao eleitor” e classificou como uma “falsa impressão de gastos contidos” a diferença provocada pelo momento de registro das despesas.

Lula declarou R$ 100 mil, concentrados em duas empresas. Desse total, R$ 93,9 mil foram destinados à produção de material impresso, enquanto R$ 6,1 mil correspondem a taxas de administração de financiamento coletivo.

Augusto Cury informou R$ 55,2 mil em despesas. A maior parte, R$ 50 mil, foi destinada ao impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. Também foram registrados gastos com hospedagem de equipes de segurança e apoio, além de R$ 958 em lanches para participantes de reuniões de trabalho, treinamento e planejamento.

Ronaldo Caiado declarou R$ 20,9 milhões. Desse montante, R$ 20 milhões estão relacionados à contratação da Épos Brasil para serviços de marketing digital e produção de propaganda eleitoral. A campanha informou que, até o momento, foram efetivamente desembolsados R$ 3 milhões. Outros gastos incluem R$ 500 mil em serviços jurídicos, R$ 270 mil em serviços contábeis e R$ 156,7 mil em impulsionamento de conteúdo.

Renan Santos registrou R$ 644,6 mil em despesas, com destaque para materiais gráficos e publicidade impressa. Foram R$ 244 mil destinados à WBL Gráfica & Editora, além de R$ 125 mil em serviços jurídicos, R$ 60 mil para a DLocal Brasil, R$ 23 mil em passagens aéreas e R$ 17 mil em taxas de administração de financiamento coletivo. Também foram declarados gastos com produção audiovisual, eventos, pessoal e deslocamentos.

Romeu Zema declarou R$ 2,6 milhões, concentrados principalmente em comunicação e produção de conteúdo. Entre os gastos estão R$ 930 mil em consultoria e produção de marketing digital, R$ 450 mil para coordenação da comunicação digital, tradicional e com a imprensa, e R$ 320 mil em produção e edição de conteúdos audiovisuais. A campanha também registrou despesas com jingles, assessoria de imprensa, gestão de tráfego, eventos e produção audiovisual. Fora da área de comunicação, foram declarados R$ 98,3 mil pelo aluguel de uma aeronave. (Com informações do portal de notícias g1)

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