Quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Presidenciável Ronaldo Caiado diz que “vai anistiar todo mundo e ninguém mais vai falar sobre isso”

O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, durante sabatina que pretende conceder anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro caso seja eleito e “encerrar a discussão” sobre o episódio. Ao defender a medida, o ex-governador de Goiás disse não saber se houve uma tentativa de golpe de Estado por “convivendo lá dentro”.

“Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar desse assunto mais. Acabou. A partir dali, vou trabalhar, discutir saúde, investimento, indústria, terras raras”, afirmou.

Caiado disse que considera necessário “pacificar o País”. Para ele, o debate deveria ser o da segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico.

“O que essa discussão inútil está trazendo para o Brasil, que polariza o Brasil e ninguém discute segurança, que é o tema principal? (…) Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar desse assunto mais. Acabou”, disse.

Ao ser questionado sobre a existência de uma tentativa de golpe de Estado, Caiado se esquivou e, após insistência, afirmou não ter condições de dizer se houve uma articulação dessa natureza.

“Eu não sei (se teve tentativa de golpe), eu não estava convivendo lá dentro”, afirmou.

De acordo com o candidato, um golpe de Estado pressupõe a participação das Forças Armadas. Na sequência, comparou o 8 de janeiro a episódios de invasão e depredação atribuídos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“Eu vejo golpe com Forças Armadas. Agora, baderna? Quando o MST entrou no plenário, quebrou o Ministério da Fazenda, distribuiu fazendas, isso também é atentado? Isso é questão de interpretação. É a versão dada ao fato”, afirmou.

Caiado também fez referência ao processo da Operação Lava-Jato e à anulação das condenações de Lula pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os casos. O candidato questionou o que considera uma diferença de tratamento entre os casos.

“Vou ter que voltar na pauta da anistia do Lula. ‘Ah, mas Lula não cumpriu pena, ele cometeu crime, mas o cara disse que a fonte não está certa, a coleta da prova não está certa. Mas ele roubou’. Que Justiça é essa no Brasil?”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de o STF contestar uma eventual anistia aprovada por seu governo, Caiado afirmou que a Corte não teria essa prerrogativa diante do que chamou de “autoridade popular” conferida por sua eleição. Ele também disse que sua posição sobre o tema é pública e não foi escondida durante a campanha.

“Não pode contestar. Faz parte do que eu estou falando. É plebiscitário. Minha eleição é plebiscitária. Não estou escondendo nada. STF não tem prerrogativa porque eu tenho autoridade popular de ter chegado e não ter omitido isso. Não é caixa-preta de campanha. Sou homem transparente”, afirmou. (Com informações do jornal O Globo)

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