Sexta-feira, 19 de junho de 2026

Processamento de soja no Brasil deve atingir 63 milhões de toneladas

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas do complexo soja e revisou suas projeções para 2026. O novo balanço indica continuidade do avanço do processamento doméstico, sustentado pela safra recorde e pela demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 63 milhões de toneladas, alta de 0,8%.

O avanço da atividade industrial se reflete na oferta de produtos de maior valor agregado. A produção de farelo de soja é estimada em 48,1 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve atingir 12,55 milhões de toneladas.

A produção total de soja está projetada em 180,25 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As importações devem somar 900 mil toneladas de grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

A atualização reforça a capacidade de resposta da indústria brasileira diante do elevado volume da safra e da demanda do mercado. O aumento do esmagamento amplia a agregação de valor à produção agrícola e contribui para a previsibilidade do abastecimento e a competitividade do setor.

No comércio exterior, a exportação de soja em grão está projetada em 114,1 milhões de toneladas. As exportações de farelo devem alcançar 24,95 milhões de toneladas, alta de 0,6% em relação à projeção anterior. Já as exportações de óleo de soja devem chegar a 1,65 milhão de toneladas, crescimento de 3,1%.

Em valores, o complexo soja deve gerar cerca de US$ 60 bilhões em exportações.

Os dados de abril de 2026 mostram que o processamento no mês somou 5,09 milhões de toneladas, alta de 0,2% em relação a março de 2026 e crescimento de 6,7% na comparação com abril de 2025, considerando ajuste pelo percentual amostral.

No acumulado do ano, o processamento totalizou 18,124 milhões de toneladas, aumento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025, também com ajuste amostral.

Segundo a Abiove, o setor deve ampliar ainda mais a agregação de valor à produção nacional em 2026, impulsionado pela safra recorde e pela demanda firme por farelo e óleo de soja.

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