Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de março de 2023
Líderes do Congresso fizeram chegar ao governo a informação de que o caminho será difícil na votação de duas medidas provisórias que serão analisadas nas próximas semanas: a MP do Carf e a que reestruturou os ministérios de Lula. Antevendo a dificuldade, o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PTPR), procurou o líder da bancada ruralista, Pedro Lupion (PP-PR), para tentar um pré-acordo e evitar a disputa no voto. Lupion respondeu que há dois pontos centrais para a bancada: a volta da Conab, atualmente no Desenvolvimento Agrário (MDA), e do Cadastro Ambiental Rural, hoje no Meio Ambiente, para a Agricultura. Em troca, os ruralistas admitem “perder” o Incra para o MDA e não brigar pelo Serviço Florestal Brasileiro.
A bancada ruralista crê ter votos suficientes para reaver a Conab e o Cadastro Ambiental Rural mesmo se não houver acordo com o governo. Zeca Dirceu ficou de levar a posição para o Palácio do Planalto.
Embora Fernando Haddad tenha avançado no acordo com a OAB para que as empresas que percam no voto de qualidade, a ser restituído no Carf, não paguem multa e juros, há outra questão na MP que incomoda parlamentares, principalmente os do Centrão. O texto da Fazenda elevou de 60 para 1.000 salários mínimos o valor das querelas que podem ser questionadas no conselho. Deputados dizem que a medida é inconstitucional por travar o acesso à defesa.
As duas pautas mais afastam do que aproximam parlamentares de partidos como PP, PL e Republicanos que gostariam de embarcar na base de apoio do governo Lula.