Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de maio de 2026
Após dois dias de julgamento, foi encerrado, na tarde de quarta-feira (6), o júri de Adriana Guinthner, acusada pela morte do escrivão judicial Paulo César Ruschel – seu marido –, ocorrida em 2006, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A pena foi fixada em 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado.
O Conselho de Sentença, composto por sete mulheres, reconheceu a prática de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento foi presidido pela juíza Bruna Casagrande Siebeneichler, titular da 1ª Vara Criminal de Novo Hamburgo, que determinou o imediato cumprimento da pena.
De acordo com a denúncia do MP (Ministério Público), a vítima, de 48 anos, foi morta enquanto dormia em casa no bairro Pátria Nova. Segundo o MP, o homicídio foi planejado pela própria esposa – atualmente com 55 anos –, motivado por interesses financeiros. O escrivão judicial foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax.
Cabe recurso da sentença, proferida quase 20 anos após o crime. Ao longo desse período, o caso passou por sucessivas reviravoltas judiciais. Uma condenação anterior de 2023 havia sido anulada pelo Tribunal de Justiça devido a irregularidades processuais.
A defesa alegou que o crime foi cometido por invasores desconhecidos que entraram na residência do casal, enquanto o MP defende que a ré planejou o assassinato e teria matado o marido ou facilitado a entrada dos supostos atiradores na casa. Nenhum outro suspeito foi identificado ao longo das investigações.