Quarta-feira, 04 de novembro de 2026

Quero ser a primeira mulher a presidir o Senado, diz a ex-ministra de Bolsonaro Tereza Cristina

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reafirmou o interesse em disputar a Presidência do Senado Federal e declarou que pretende se tornar a primeira mulher a ocupar o comando da Casa em mais de dois séculos de história. Em entrevista à CNN Brasil, nessa quarta-feira (4), a parlamentar afirmou que a candidatura faz parte de seu projeto político prioritário e que sua intenção não é novidade entre os colegas. Segundo ela, a possibilidade de assumir o cargo representa um objetivo que vem sendo defendido há algum tempo.

“Sempre disse, meu projeto prioritário é ser a primeira mulher a ocupar a cadeira depois de 203 anos da existência deste Senado Federal. Então não é uma novidade para ninguém”, afirmou a senadora durante a entrevista.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o Partido Liberal (PL) oficializou o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato da legenda à Presidência do Senado. Ex-líder da oposição na Casa, Marinho teve participação importante na articulação política da direita nos últimos anos e também coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Com a entrada oficial de Marinho na disputa, o cenário para a sucessão do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passa a contar com dois nomes ligados ao mesmo campo político. Alcolumbre, por sua vez, pretende disputar a reeleição, marcada para 1º de fevereiro. Entre integrantes da oposição, existe a avaliação de que a apresentação de candidaturas concorrentes da direita pode dividir os votos do grupo e, consequentemente, favorecer a permanência do atual comandante da Casa.

Questionada sobre a possibilidade de concorrer simultaneamente com Rogério Marinho, Tereza Cristina reconheceu que ambos pertencem ao mesmo espectro político, embora existam diferenças de posicionamento dentro desse campo. A senadora destacou que os dois mantêm uma relação de aliança e que a definição sobre quem representará a direita deverá ocorrer após novas conversas e articulações.

“Todo mundo pode se candidatar, mas eu e o Rogério somos do mesmo campo de atuação. Somos da direita, uns mais ao centro, outros mais à direita aguerrida, vamos dizer, mas somos aliados”, declarou.

A parlamentar também afirmou que já conversou com Marinho sobre a disputa e que pretende manter sua candidatura, sem necessariamente realizar um evento formal de lançamento. Para ela, o direito de concorrer à Presidência do Senado deve ser respeitado entre os integrantes da Casa, e a escolha de um nome único da direita dependerá da evolução das negociações políticas.

“Nós temos uma conversa: todo senador tem o direito de pleitear a cadeira do Senado. Minha conversa com o Rogério é a seguinte: eu continuo candidata, ele lançou a dele hoje. Eu não vou fazer o lançamento da minha candidatura, ela está posta”, explicou.

Tereza Cristina acrescentou que os próximos dois meses serão importantes para a construção de acordos e para a avaliação das condições políticas de cada pré-candidato. A expectativa é que as conversas entre os parlamentares definam quem terá melhores condições de reunir apoio suficiente para enfrentar Alcolumbre na eleição interna.

“Tem muita conversa para andar aí nesses dois meses que temos pela frente e quem tiver melhor, vai sair candidato pelo campo da direita”, concluiu a senadora. (Com informações da CNN Brasil)

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