Sábado, 23 de maio de 2026

RS conclui mais uma fase de operação contra celulares em presídios

Em iniciativa coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Polícia Penal do Rio Grande do Sul concluiu a 11ª fase da operação “Mute”, com uso de tecnologia e inteligência para retirada de celulares de presídios, a fim de enfraquecer organizações criminosas dentro e fora do ambiente carcerário. Mais de 300 agentes participaram da ofensiva, com apreensão de celulares, carregadores, chips, cabos USB e outros itens.

A ofensiva estava em curso desde o dia 18 de maio, começando pela Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro (Pemm), no Vale do Caí. Nos dias seguintes, percorreu a Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas (Pemc), na Região Carbonífera, Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm), na Região Central, e teve sua conclusão na Penitenciária Estadual de Porto Alegre (Pepoa).

Com base em critérios estratégicos e de inteligência definidos pelas forças de segurança pública, o roteiro priorizou unidades com atuação identificada de organizações criminosas. A operação contou com a atuação dos Grupos de Intervenção Rápida (GIR), responsáveis pelas intervenções, além de equipes das próprias unidades, que realizaram revistas estruturais.

Também participaram efetivos de inteligência do Departamento de Inteligência da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (Diae/SSPS), dos Departamentos de Inteligência (Dipp) e de Segurança e Execução Penal (DSEP) da Polícia Penal, Senappen. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) é um das corporações com apoio logístico à mobilização.

Manifestações

O titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), Cesar Atilio Kurtz Rossato, ressalta: “Planejamento e Integração têm sido pilares na estratégia de segurança do Estado, com resultados expressivos nos últimos anos. Muito desse trabalho passa pelo sistema prisional, com reflexo fora dos muros”.

Superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol corrobora: “O Rio Grande do Sul participa de todas as fases da ‘Mute’, por compreender a importância das ações integradas e seu impacto no sistema prisional. A Polícia Penal atua de modo permanente para impedir que ilícitos ingressem nas unidades prisionais, resultando em ambiente mais seguro nas unidades prisionais e para a sociedade em geral”.

Programa nacional

Em 11 fases da “Mute” deflagradas desde em 2023 em âmbito nacional, já são mais de 40 mil celas foram revistadas e ao menos 8,5 mil celulares recolhidos, além de drogas e outros itens ilícitos. em ofensivas que contaram até hoje com a participação de quase 42 mil agentes.

A operação “Mute” integra o programa “Brasil contra o Crime Organizado”. Lançada recentemente pelo governo federal, a iniciativa prevê investimento superior a R$ 11 bilhões no fortalecimento da segurança pública em todo o País.

No Rio Grande do Sul, o foco são sete presídios, escolhidos por critérios como porte da unidade e perfil dos detentos. O acesso aos recursos depende de adesão por parte de cada governo estadual, o que ainda não foi feito – o Palácio Piratini argumenta estar à espera de informações complementares sobre regras, valores e outros aspectos.

(Marcello Campos)

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