Sábado, 22 de janeiro de 2022

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Se for preciso, vacina contra a variante ômicron estará pronta em três meses

Enquanto pesquisadores do mundo todo se empenham em levantar mais
informações sobre a Ômicron, a mais nova variante de preocupação do
coronavírus, as empresas farmacêuticas também já entraram na corrida por
uma vacina. É importante lembrar, no entanto, que nada se sabe até o momento sobre o efeitos dos imunizantes disponíveis contra a cepa.

Porém, como o coronavírus responsável pela covid-19 já demonstrou enorme capacidade de mutação, as companhias trabalham para a eventual necessidade de criação de outra vacina ou de adaptação das demais. A boa notícia é que as tecnologias desenvolvidas para os imunizantes no mercado podem ser usadas no novo processo, agilizando sua disponibilização.

A americana Pfizer e sua parceira alemã BioNTech iniciaram os testes com sua
vacina, feita com tecnologia RNA mensageiro, contra a Ômicron. De acordo
com a companhia, se a variante escapar à vacina, as empresas estão prontas
para desenvolver uma opção em cerca de cem dias e depois submetê-la à aprovação.

A Moderna, criadora de vacina com igual tecnologia (o imunizante não está
disponível no Brasil), anunciou que estuda três estratégias caso sejam
necessárias adaptações. A primeira é aumentar a concentração de 50 para 100
microgramas. A segunda é a testagem de dois reforços multivalentes,
planejados para atuar sobre mutações como as encontradas na Ômicron. A
última é o desenvolvimento de um reforço específico contra a nova cepa. Tudo
em prazo muito curto, assegura a farmacêutica.

Na Inglaterra, a AstraZeneca e a Universidade Oxford, responsáveis pela vacina Oxford/AstraZeneca, afirmaram que a plataforma de desenvolvimento da vacina original serve de base para a criação de outro imunizante, e
rapidamente.

O pesquisador Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacina de Oxford, acredita que, talvez, as vacinas atualmente em uso sejam suficientes para conter a Ômicron. “Do ponto de vista ainda especulativo, já que não temos todos as vacinas serão eficientes contra a Ômicron já que a maioria das alterações por ela apresentadas é parecida com as demais variantes”, afirmou o pesquisador.

A Ômicron já é considerada uma “variante de preocupação” (VOC) pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) e foi detectada em pelo menos 15 países até o momento.

A organização afirmou também nesta segunda-feira (29) que vê risco elevado na variante ômicron, mas que há dúvidas sobre o potencial de danos que a cepa pode causar.

Paralelamente, ministros da Saúde dos países do G7 (grupo das nações mais desenvolvidas do mundo) estão reunidos em caráter de urgência em Londres para uma reunião de emergência sobre a nova cepa.

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