Terça-feira, 18 de junho de 2024

Só quatro Estados brasileiros têm mais homens que mulheres

Novos dados do Censo de 2022 divulgados pelo IBGE apontam que o Brasil é um País majoritariamente feminino. Da população total de 203 milhões de habitantes, 104,5 milhões são mulheres e 98,5 milhões são homens, o que representa uma proporção de 94 homens para cada 100 mulheres.

Para este recorte, o IBGE considera apenas o sexo biológico dos entrevistados, ou seja, aquele que foi designado no nascimento. Dados sobre identidade de gênero e orientação sexual serão feitos em outro momento, segundo o órgão.

As mulheres são maioria em todas as regiões do País. No entanto, quatro estados fogem à regra nacional e têm um número maior de homens: Mato Grosso, Roraima, Tocantins e Acre.

No caso do Acre, a diferença é muito pequena: são apenas 646 homens a mais, o que faz com que o percentual seja de 50% para ambos os sexos.

Já Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco e Sergipe lideram entre os estados com o maior percentual de mulheres em relação aos homens.

Mais dados

Os dados do Censo apontam que a população feminina está aumentando de forma constante no País nas últimas décadas. Em 1980, o país tinha 98,7 homens para cada 100 mulheres. Agora, em 2022, são 94,2 homens para cada 100 mulheres.

Em números absolutos, o Brasil tem, atualmente, cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no total da população.

A maior quantidade de mulheres é explicada historicamente pelas maiores taxas de mortalidade entre os homens, segundo o IBGE. A última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que 91,4% das mortes violentas intencionais no país vitimam homens, enquanto 8,6% vitimam mulheres.

Até os 24 anos, os homens são maioria entre a população brasileira. A partir deste momento, as mulheres passam a ser maioria. Isso acontece por conta da “sobremortalidade masculina, mais intensa na juventude”.

Municípios menores

Segundo o IBGE, há uma relação entre o tamanho dos municípios e a distribuição de sexo da população: municípios menores são mais masculinos, e municípios maiores são mais femininos.

O instituto afirma que isso acontece por conta de uma série de fatores, como migrações e índices de envelhecimento. Municípios menores, por exemplo, costumam oferecer serviços historicamente mais masculinos (trabalhos agrícolas, extração mineral, entre outros). À medida que as cidades crescem, aumenta também a oferta de serviços, o que acaba atraindo e retendo mais mulheres.

A “razão de sexo” é o índice utilizado pelo IBGE para calcular a proporção de quantos homens há mais que mulheres em determinada localidade, e vice-versa. Ele é calculado pela divisão de homens por mulheres multiplicado por 100. Se a razão for maior que 100, há um número maior de homens. Se for abaixo de 100, há um número maior de mulheres.

Os municípios brasileiros com até 5 mil habitantes possuem razão de sexo de 102,3. Ou seja, têm 102 homens para cada 100 mulheres. Já as cidades com mais de 500 mil habitantes apresentam razão de 88,9, o que representa aproximadamente 89 homens para cada 100 mulheres.

Mais mulheres

Santos, no litoral de São Paulo, é a cidade brasileira com maior percentual de mulheres em relação aos homens: elas são 54,7% da população total.

Capitais como Salvador (BA), Aracaju (SE), Recife (PE), Porto Alegre e Vitória (ES) também aparecem na lista das dez cidades com maior proporção de mulheres do país.

Maioria masculina

Do lado oposto, Balbinos (SP) é a cidade do país com a maior proporção de homens em relação às mulheres: 81,6% da população é masculina. Assim como os outros municípios que encabeçam o ranking, Balbinos tem poucos habitantes.

Chama atenção também a presença de grandes presídios nestas cidades, o que pode alterar artificialmente o total de homens na população residente.

 

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