Terça-feira, 18 de junho de 2024

Pela 9ª semana seguida, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros

O preço médio do litro da gasolina caiu pela 9ª semana seguida nos postos de combustíveis do País. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nessa sexta-feira (27). A pesquisa é referente à semana de 22 a 28 de outubro.

O recuo foi de 0,87% frente aos R$ 5,74 da semana anterior, segundo os dados da ANP.

O preço máximo da gasolina encontrado nos postos foi de R$ 7,49. Já o valor médio do etanol ficou em R$ 3,57.

Reajustes 

A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no último sábado (21).

A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro.

O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro.

Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro.

Política de preços

A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior.

A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre:

* o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor;

* e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro.

Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras.

Guerra 

Além das questões humanitárias, a guerra entre Hamas e Israel também tem mexido com o preço do petróleo.

O petróleo do tipo Brent, usado como referência no mercado, estava sendo negociado acima de US$ 91 nesta sexta, uma alta de mais de 7% em relação ao registrado antes do início da guerra no Oriente Médio.

Autoridades seguem de olho em uma possível escalada no conflito. O receio é que o envolvimento de países como o Irã — que é estratégico no escoamento da commodity — faça os preços dispararem.

Na última semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou sobre o assunto e descartou o risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil por causa do aumento de preços.

“A Petrobras tem tido toda a responsabilidade na questão do suprimento de combustível no Brasil. Inclusive, essa responsabilidade é do Ministério de Minas e Energia, de manter qualidade de produto e garantia de suprimento”, declarou.

Segundo especialistas, se o conflito se estender por mais regiões e por mais tempo, reajustes na gasolina e diesel serão inevitáveis.

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Pela 9ª semana seguida, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros

O preço médio do litro da gasolina caiu pela 9ª semana seguida nos postos de combustíveis do País. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nessa sexta-feira (27). A pesquisa é referente à semana de 22 a 28 de outubro.

O recuo foi de 0,87% frente aos R$ 5,74 da semana anterior, segundo os dados da ANP.

O preço máximo da gasolina encontrado nos postos foi de R$ 7,49. Já o valor médio do etanol ficou em R$ 3,57.

Reajustes 

A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no último sábado (21).

A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro.

O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro.

Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro.

Política de preços

A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior.

A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre:

* o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor;

* e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro.

Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras.

Guerra 

Além das questões humanitárias, a guerra entre Hamas e Israel também tem mexido com o preço do petróleo.

O petróleo do tipo Brent, usado como referência no mercado, estava sendo negociado acima de US$ 91 nesta sexta, uma alta de mais de 7% em relação ao registrado antes do início da guerra no Oriente Médio.

Autoridades seguem de olho em uma possível escalada no conflito. O receio é que o envolvimento de países como o Irã — que é estratégico no escoamento da commodity — faça os preços dispararem.

Na última semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou sobre o assunto e descartou o risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil por causa do aumento de preços.

“A Petrobras tem tido toda a responsabilidade na questão do suprimento de combustível no Brasil. Inclusive, essa responsabilidade é do Ministério de Minas e Energia, de manter qualidade de produto e garantia de suprimento”, declarou.

Segundo especialistas, se o conflito se estender por mais regiões e por mais tempo, reajustes na gasolina e diesel serão inevitáveis.

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