Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 18 de maio de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no fim de semana converter em prisão preventiva a detenção do empresário Felipe Cançado Vorcaro, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master.
Felipe Vorcaro é primo do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, controlador da instituição financeira, e havia sido preso no último dia 7 de maio durante uma das fases da operação conduzida pela Polícia Federal (PF). A decisão de mantê-lo preso ocorre após o término do período de prisão temporária, que já havia sido prorrogado anteriormente por mais cinco dias pelo próprio ministro, a pedido dos investigadores.
De acordo com a Polícia Federal, Felipe é apontado como integrante estratégico do chamado núcleo financeiro-operacional do esquema investigado. Segundo o relatório da investigação, ele teria papel relevante na execução de movimentações financeiras consideradas suspeitas, além de atuar na estruturação de operações societárias e na viabilização de repasses atribuídos ao grupo sob investigação.
Os investigadores afirmam ainda que o empresário mantinha ligação com empresas associadas ao grupo econômico, entre elas a Green Investimentos S.A. e a BRGD S.A., ambas mencionadas no inquérito policial como parte da estrutura analisada pela operação.
A PF sustenta que a atuação de Felipe Vorcaro seria fundamental para a operacionalização de transações financeiras e societárias investigadas, motivo pelo qual a manutenção da prisão preventiva foi considerada necessária no andamento das apurações.
Segundo a Polícia Federal, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, realizada em janeiro deste ano, Felipe Vorcaro estava em uma residência localizada no condomínio Terravista, em Trancoso, no sul da Bahia. Conforme os investigadores, ele deixou o imóvel poucos minutos antes da chegada dos agentes federais.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela investigação indicam que o empresário teria consultado o telefone celular diversas vezes antes de sair rapidamente da residência. Na sequência, ele deixou o local utilizando um carrinho de golfe, meio de transporte frequentemente usado dentro do condomínio de alto padrão.
Ainda de acordo com o relatório da PF, Felipe teria levado consigo apenas equipamentos eletrônicos, deixando no imóvel pertences pessoais e até aparelhos de ar-condicionado ligados. Para os investigadores, a forma como ocorreu a saída do empresário reforça a suspeita de que ele possa ter sido alertado previamente sobre a operação policial. (Com informações do portal de notícias g1)