Sábado, 22 de janeiro de 2022

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Tensão na Ásia: presidente de Taiwan confirma presença de militares dos EUA no país e China reage

A presidente taiwanesa Tsai Ing-wen confirmou a presença na ilha de um número reduzido de militares americanos para ajudar a treinar o Exército local e disse, em entrevista transmitida pela CNN, ter “fé” de que os Estados Unidos vão defender Taiwan, que Pequim considera uma província rebelde.

As declarações de Tsai Ing-wen provocaram a imediata reação da China, que criticou duramente, nesta quinta-feira (28), a presença de militares americanos em Taiwan. Em editorial, o jornal nacionalista chinês Global Times considerou que a “presença de soldados americanos em Taiwan cruzou uma linha vermelha”.

“Nós nos opomos firmemente a qualquer forma de intercâmbios oficiais e contatos militares entre Estados Unidos e Taiwan”, disse à imprensa o porta-voz da Chancelaria chinesa, Wang Wenbin.

No início do mês, uma fonte do Pentágono confirmou pela primeira vez a presença de tropas americanas em Taiwan. Até agora, no entanto, nenhum dirigente da ilha havia admitido a presença publicamente desde a saída da última guarnição americana, em 1979. Naquele ano, Washington transferiu seu reconhecimento diplomático de Taipé para Pequim e em tese aderiu à política de “uma só China”, segundo a qual Pequim é a única representante legítima dos chineses.

Ao ser questionada sobre quantos soldados americanos estão em Taiwan, Tsai respondeu que “não são tantos quanto as pessoas pensam”. “Temos uma ampla cooperação com os Estados Unidos com o objetivo de aumentar nossas capacidades defensivas”, afirmou.

Questionada sobre confiar em uma ajuda americana em caso de ataque da China, a presidente taiwanesa foi direta. “Tenho fé”, disse.

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