Segunda-feira, 29 de junho de 2026

Terremoto na Venezuela: número de mortos sobe para 1.719

O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.719, segundo balanço divulgado às 15h desta segunda-feira (29) pelo governo venezuelano.

De acordo com as autoridades, 5.034 pessoas ficaram feridas e outras 15.866 estão fora de casa em razão dos danos provocados pelos tremores. O balanço é provisório e os números ainda podem aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas atingidas.

Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU, estima que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos terremotos. A entidade também calcula que cerca de 50 mil pessoas continuem desaparecidas.

Novo tremor

A Venezuela voltou a registrar um tremor de terra nesta segunda-feira, cinco dias após o duplo terremoto que devastou parte do país.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo teve magnitude 4,6 e epicentro em Caraballeda, no litoral norte venezuelano, a cerca de 30 quilômetros da capital, Caracas. O tremor ocorreu às 7h no horário local (8h em Brasília).

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, afirmou que o novo tremor não provocou danos.

“Nenhum dano foi relatado imediatamente em decorrência do tremor secundário na Venezuela”, declarou.

Na sexta-feira (26), o país já havia registrado um terceiro terremoto, também de menor intensidade em relação aos dois primeiros. No domingo (28), outros dois abalos, de magnitudes 4,2 e 4,5, também foram registrados.

O novo tremor ocorreu enquanto equipes de resgate venezuelanas e internacionais seguem trabalhando para localizar sobreviventes sob os escombros. Segundo estimativas da ONU, cerca de 50 mil pessoas ainda permanecem desaparecidas.

Apesar de as chances de encontrar vítimas com vida diminuírem com o passar das horas, os socorristas continuam realizando resgates. No domingo, 33 pessoas foram retiradas com vida dos escombros, segundo informou o governo venezuelano.

Especialistas explicam que as primeiras 48 a 72 horas após um terremoto são decisivas para o salvamento de sobreviventes. Após esse período, as operações passam a se concentrar, em grande parte, na recuperação de corpos.

As buscas seguem de forma lenta e complexa, exigindo trabalho manual em áreas de difícil acesso. De acordo com relatos de equipes de resgate, as altas temperaturas dificultam as operações, enquanto o forte odor provocado pela decomposição de corpos se torna cada vez mais intenso nas regiões mais atingidas.

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