Quinta-feira, 07 de maio de 2026

Vingança de Lula fica para depois das eleições

A coluna conversou com aliados de Lula, com livre acesso ao Palácio do Planalto, e apurou que não deve demorar a reação do presidente contra as traições que impuseram a humilhante derrota ao petista, com a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas um dos alvos ficará em “banho maria”. Trata-se do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não deve sentir a represália até as eleições, período em que Lula avalia que o senador tem bala na agulha.

Cabeça a prêmio

Uma das demissões seria a de Waldez Góes, titular do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, “peixe” de Alcolumbre.

Desempenho blinda

Outro ministro ligado a Alcolumbre, Frederico Siqueira (Comunicações), pode até rodar, mas sua atuação técnica o deixará por último.

Engana bobo

O petista quer aprovar PEC da Segurança Pública, para fingir que se interessa pelo tema, e sua agenda de não-trabalho: o fim da jornada 6×1.

Trunfo

A PEC da Segurança já está na gaveta de Alcolumbre, nem relator tem ainda, já a escala 6×1 deve chegar ao Senado no próximo semestre.

Governo já pagou R$2,7 bilhões de emendas este ano

O governo Lula (PT) já pagou R$2,7 bilhões em emendas parlamentares, apenas este ano. Enquanto usou como munição política o “empenho” (reserva) de R$12 bilhões às vésperas da votação da sabatina de Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, a administração petista distribuiu de fato cerca de R$200 milhões nos últimos dez dias. As informações são da Transparência do Tesouro Nacional, que contabiliza a grana distribuída.

Dois tipos

Até agora em 2026, emendas individuais custaram R$1,52 bilhão ao pagador de impostos e emendas de bancada, outros R$1,19 bilhão.

Termômetro

Em abril, o governo Lula pagou quase R$437 milhões em emendas, mas o recorde de 2026 foi em fevereiro, quando distribuiu R$1,13 bilhão.

Falta muito mais

O total distribuído pelo governo Lula não inclui emendas parlamentares que já começaram a ser pagas no mês de maio.

Sem prazo

Após a defesa entregar a proposta de delação premiada do banqueiro preso Daniel Vorcaro à PF e PGR, autoridades vão fazer a análise do material e avaliar quais benefícios pode receber. Não há prazo definido.

Rejeição fluminense

Pesquisa Futura/Apex (BR-02139/2026) mostra dificuldade de Lula no Rio de Janeiro. No segundo turno, perde para Flávio Bolsonaro (PL) e só empata com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Nada a esperar

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), faz parecer que não teme represália de Lula e cia. após a rejeição de Jorge Messias ao STF. Indagado sobre se espera outra indicação este ano, respondeu: “Tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”.

Não vai

Para Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo-SP) não vai levar adiante a pré-candidatura ao Senado. O ex-deputado avalia que Salles não vai prejudicar a candidatura do amigo Guilherme Derrite (PP-SP).

Ação irregular

A Defensoria Pública da União insiste que Alexandre de Moraes (STF) violou direitos de Eduardo Tagliaferro, ex-servidor do Supremo e sem foro privilegiado. Apresentou novo recurso para anular ações de Moraes.

Faz o que quer

Líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) falou sobre a escolha de Jorge Messias e não de Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal. Disse que não manda na cabeça do presidente.

Esclarecimento

Desde abril, hackers bandidos vendem na dark web dados de mais de 250 milhões de brasileiros e atribuem as informações à Serasa ou gov.br. A Serasa Experian diz que não houve qualquer invasão ao seu sistema, nem evidência que a origem das informações foi o seu banco de dados.

Espaço aberto

O senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, confirmou sua pré-candidatura como deputado federal e aponta gesto de lealdade: “A direita precisa estar unida e isso exige abrir mão de projetos pessoais”.

Pergunta na Casa Branca

Lula vai levar jabuticaba ou abacaxi?

PODER SEM PUDOR

Não se bicavam

A “boa relação” entre Lula e FHC sempre foi um mito. Nem mesmo em momentos de dor eles abandonavam a aversão mútua. Certa vez, por ocasião do velório de Octavio Frias, dono da Folha, FHC foi avisado do interesse da imprensa em fotografá-lo ao lado de Lula, que era presidente: “Eu vou ter que cumprimentar esse cara?” José Serra, ao lado, recomendou: “Vai sim, Fernando, conto com sua educação”. FHC tentou devolver: “Pelo protocolo, quem tem que cumprimentar é o Serra.” Mas depois entregou os pontos.

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)

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