Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Ainda neste ano, Lula quer acelerar indicações de diretores de agências e ministros do Supremo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende acelerar, nas próximas semanas, a indicação de novos diretores para as agências reguladoras e avalia a possibilidade de preencher uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda neste ano. A estratégia busca aproveitar a atual composição do Congresso Nacional, considerada mais favorável à aprovação dos nomes do que a próxima legislatura, que terá maior presença de parlamentares da oposição no Senado.

A avaliação do presidente, compartilhada com aliados, é de que o cenário político poderá se tornar mais difícil a partir de 2027. Por isso, o governo quer antecipar decisões importantes e garantir espaço para indicações em órgãos estratégicos antes da mudança na composição do Legislativo.

Nas agências reguladoras, Lula terá a possibilidade de indicar ao menos 20 nomes para cargos atualmente ocupados por interinos ou que ficarão vagos até o fim deste ano. Entre os órgãos com posições abertas estão a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), além de outras instituições.

As nomeações são consideradas relevantes para o governo, já que as agências exercem funções de fiscalização, regulação e acompanhamento de setores importantes da economia. A escolha dos dirigentes também pode influenciar a condução de políticas públicas e a relação do Executivo com empresas e investidores.

Além das vagas nas agências, Lula estuda a possibilidade de indicar um novo ministro ao STF ainda em 2026. Antes de tomar uma decisão, o presidente pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para avaliar a receptividade política aos nomes e as chances de aprovação.

Pacheco

Nas articulações políticas, o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco aparece como uma alternativa com potencial para facilitar a aprovação no Supremo. Segundo relatos de bastidores, Alcolumbre tem sinalizado a interlocutores que Pacheco seria o nome com maior facilidade para reunir votos suficientes entre os senadores.

A avaliação é considerada relevante porque a indicação presidencial ao STF precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, posteriormente, ser aprovada pelo plenário da Casa. Em um cenário de maior resistência da oposição, contar com apoio prévio de lideranças parlamentares pode ser decisivo para o resultado.

Aliados de Lula têm aconselhado o presidente a considerar a indicação de Pacheco como uma forma de reduzir riscos políticos e aumentar as chances de aprovação. A relação construída pelo ex-senador durante sua passagem pela presidência do Senado é vista como um dos fatores que poderiam favorecer sua candidatura. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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