Sexta-feira, 12 de junho de 2026

A origem histórica e trágica do dia dos namorados!

A data mais esperada pelos coraçõezinhos pulsantes e apaixonados, enfim chegou, 12 de junho está posto!

Mas pasmem, essa data tão importante, é fruto de uma tragédia religiosa!

Essa relevante comemoração tem origem na Roma antiga, onde o Bispo da Igreja Católica, chamado posteriormente de São Valentim, foi proibido pelo Imperador romano Claudius II, de celebrar casamentos, devido à perseguição que os cristãos sofriam naquela época.

O Bispo não obedeceu e seguiu realizando celebrações às escondidas, mas em certo momento foi descoberto, preso e depois de algum tempo, tragicamente executado, sim, isso mesmo, executaram o Bispo da Igreja porque ele consagrava o amor dos namorados em casamento! Sua morte foi no dia 14 de fevereiro de 270 do calendário cristão. No cárcere, antes da execução, o bispo recebia cartas e bilhetes de casais apaixonados, que valorizavam o amor e o casamento e por isso, se posicionaram contra a sua prisão.

A data de sua morte ficou marcada na história como o dia do amor e dos namorados, posteriormente aqui no Brasil” à data mudou para 12 de junho, a fim de homenagear Santo Antônio, o santo “casamenteiro”.

Sabemos que o comércio não perde tempo de faturar e logo tratou de supervalorizar comercialmente a data, com a intenção de fomentar as vendas de todos os tipos de produtos.

O hábito da troca de presentes não se restringe apenas aos namorados, mas também aos eternos namorados, ou seja, aos casados, em seus mais variados formatos sociais, mas o que vale mesmo não é o presente e sim o amor, mais precisamente o “verdadeiro amor”, pois o mundo e suas relações frágeis, superficiais e líquidas, anda muito carente dele.

Para os românticos de carteirinha, não pode faltar um jantar especial, um presente especial, flores e um belo cartão, com palavras de derreter o coração da amada ou amado.

A sociedade está em transformação e as relações afetivas das pessoas também, mas independentemente de qualquer convenção imposta pela sociedade, muitas vezes cobertas de hipocrisia, o que vale mesmo é a amizade, a cumplicidade, a história, o respeito e o amor verdadeiro que cada um é capaz de nutrir em seu peito e a arte de expressá-lo, sem rodeios!

Já dizia o grande poeta brasileiro Vinícius de Moraes, em seu fabuloso Soneto de Fidelidade, sobre o amor: “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.”

Por falar em presente, amor imortal e infinito, quero aproveitar a oportunidade e agradecer a Deus, por um presente que ganhei da minha amada esposa, no dia dos namorados, há 23 anos… feliz aniversário Gabrielzinho, amor de pai é único, imortal, verdadeiro, infinito e com certeza, durará para sempre.

Um feliz dia dos namorados a todos que amam!

* Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (fragaluiseduardo@gmail.com)

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