Domingo, 19 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 18 de julho de 2026
Após ser alvo de ataques do presidente da comissão de segurança pública da Câmara, Coronel Meira, a deputada Fernanda Melchionna protocolou uma representação criminal contra o bolsonarista na PGR.
A denúncia da psolista aponta a prática de violência política de gênero e de impedimento ao livre exercício dos direitos políticos.
Na terça-feira, Fernanda compareceu ao colegiado para criticar e questionar a aprovação de uma emenda de plenário que busca fragilizar e desfigurar o PL da Misoginia antes mesmo de o texto ser apreciado no plenário da Casa.
No comando da sessão, Meira investiu em uma escalada de agressões verbais contra a parlamentar do Psol.
Durante a ofensiva, o bolsonarista esmurrou a mesa, deslegitimou o mandato de Fernanda, recorreu a práticas de mansplaining com tom paternalista e acusou-a, de forma equivocada, de produzir fake news.
Antes de encerrar os trabalhos da comissão, quando a psolista já não estava presente, ele chamou a deputada de mentirosa e afirmou que ela representava um “desrespeito ao povo brasileiro”.
“O que assistimos não foi um embate democrático de ideias, mas sim uma violência institucionalizada e de gênero que tenta, pelo grito e pela intimidação moral, silenciar e deslegitimar a atuação de parlamentares mulheres. É mais revoltante ainda que quatro homens tenham aprovado a emenda Redpill, que blinda a misoginia e ainda retrocede na lei do racismo, e quando a única mulher denuncia, sofre violência política de gênero. É o script clássico da extrema direita”, lamenta Fernanda.
Na representação, ela pede a instauração imediata de procedimento investigatório criminal. Além disso, solicita o envio de ofício à Mesa Diretora da Câmara para a obtenção das mídias integrais da sessão, a oitiva do representado e, após a apuração, o oferecimento de denúncia criminal contra Meira no STF.
Fernanda Melchionna apresenta projeto para impedir juros abusivos no crédito consignado
A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) protocolou um projeto de lei que cria o Desenrola Consignado, para limitar os juros desenfreados nos contratos de crédito consignado. A iniciativa seria através de uma plataforma digital pública e busca ativa por bancos públicos, com extrato de transparência comparativa e portabilidade simplificada assistida. A deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ) é coautora da proposta.
O Custo Efetivo Total (CET) das operações de crédito consignado em folha de pagamento realizadas por instituições financeiras públicas federais ficaria limitado a 135% da meta da taxa Selic para aposentados e pensionistas, servidores públicos civis e militares. Já para empregados do setor privado com contrato regido pela CLT, o limite ficaria em 165% da meta da taxa Selic. Com informações da Revista Veja.