Terça-feira, 16 de agosto de 2022

Após denúncias de assédio sexual, Ministério Público do Trabalho faz inspeção na sede da Caixa

O procurador Paulo Neto, do Ministério Público do Trabalho (MPT), fez nesta segunda-feira (4) uma inspeção na sede da Caixa Econômica Federal em Brasília (DF). A inspeção foi motivada pelas denúncias de assédio sexual e moral feitas por funcionárias da Caixa na semana passada, que resultaram na queda do presidente da instituição, Pedro Guimarães, que nega as acusações.

Ainda na semana passada, o MPT abriu uma apuração preliminar e, segundo Paulo Neto, o objetivo da inspeção desta segunda foi conhecer o espaço físico da Caixa, onde teriam ocorrido os episódios de assédio.

“O objetivo da inspeção foi verificar o espaço físico, onde esses supostos assédios estão ocorrendo. Foi construído um quadro fático e durante o depoimento das testemunhas é importante que a gente tenha essa ideia de como é o espaço físico aí dentro, quais setores se relacionam, onde funciona a presidência e a vice-presidência”, afirmou o procurador.

Fase inicial 

Neto explicou que as investigações estão no início e que o momento é de coleta de provas. Segundo ele, o MPT vai focar na questão do assédio moral, sem prejuízo na apuração das denúncias de assédio sexual.

“Hoje temos o relato que a imprensa conseguiu colher e a apuração do assédio sexual no Ministério Público Federal. O MPT vai focar no assédio moral, sem embargo da apreciação do assédio sexual, porque o assédio sexual e o moral andam em conjunto”, explicou.

O procurador afirmou que vai pedir ao Ministério Público Federal (MPF) o compartilhamento das informações. O MPF apura a questão criminal, enquanto o MPT foca no aspecto trabalhista do assédio moral dos funcionários.

O MPT deu dez dias para que a Caixa e Pedro Guimarães se manifestem sobre as denúncias.

Próximos passos

Segundo Neto, a partir da resposta da Caixa, o MPT fará uma análise para decidir se:

— mantém a investigação preliminar;
— converte em um inquérito civil;
— adota outras providências.

Segundo o procurador, funcionários também serão chamados para prestar depoimentos. Neto afirmou que visitou a diretoria que controla o canal de denúncias da Caixa. Segundo ele, foi explicado que uma empresa externa “que atua com independência” recebe as denúncias, processa o material e remete para a sede do banco, onde funciona a corregedoria.

“Foi passada a informação que a empresa atua com independência, faz o processamento e remete para o edifício sede, onde funciona a matriz”, explicou o procurador.

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