Segunda-feira, 04 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 4 de maio de 2026
Ele veio não apenas para nos perdoar, mas para nos ensinar o perdão…
Em um mundo onde ideias se multiplicam, filosofias se reinventam e religiões disputam espaço, o homem moderno se vê diante de um verdadeiro cardápio de caminhos.
Todos prometem evolução. Todos falam de consciência. Todos, de alguma forma, apontam para o bem, para o equilíbrio, para uma versão melhor de si mesmo.
Mas há um detalhe que muda tudo. Enquanto muitas filosofias ensinam o homem a melhorar, Jesus Cristo oferece algo que vai além: o perdão.
E essa diferença não é pequena. Ela é estrutural. Porque a verdade simples e incômoda é que o homem é falho. Erra nas atitudes, nos pensamentos, nas palavras. Erra até quando acha que está acertando.
E por mais que tente se alinhar, inevitavelmente tropeça de novo. Não por falta de esforço, mas pela própria natureza.
Se dependesse apenas da disciplina, da consciência ou da evolução pessoal, estaríamos presos em um ciclo infinito: melhoramos, caímos, tentamos, falhamos…
Recomeçamos… e caímos de novo. Uma roda girando, sem saída. É aí que entra o diferencial.
Jesus não veio apenas ensinar o caminho. Veio oferecer uma nova chance para aqueles que sucumbiram diante das próprias falhas e permitir o recomeço, independentemente do tamanho da queda.
E, talvez, nenhuma frase represente melhor isso do que aquela dita diante da fragilidade humana: “Vai e não peques mais” (João 8:11).
Não há condenação definitiva ali, mas também não há permissão para permanecer no erro. Há algo mais profundo: responsabilidade, consciência e, ao mesmo tempo, a possibilidade real de redenção.
É o equilíbrio que nenhuma filosofia consegue sustentar sozinha. Porque seguir Jesus não é apenas escolher mais uma religião. É escolher um caminho onde o homem não depende apenas de si e onde suas falhas não são o ponto final da história.
O perdão é algo tão poderoso que até na hora de sua morte, Jesus clamou ao Pai para que nos perdoasse, pois não sabíamos o que estávamos fazendo.
E, talvez, não saibamos até hoje. Mas esse ensinamento não foi deixado apenas para ser admirado. Foi deixado para ser vivido.
Perdoar não é esquecer. Não é fingir que nada aconteceu. E, muitas vezes, não é voltar a conviver. Perdoar é se libertar. É soltar o peso, romper as amarras e seguir mais leve.
Porque, no fim, não é sobre quem nunca cai. É sobre quem entende a própria queda, recebe o perdão e decide, de verdade, levantar.
Não é sobre nunca cair, é sobre ter a chance real de recomeçar.
* Fabio L. Borges, jornalista, cronista e poeta gaúcho