Sábado, 22 de junho de 2024

Caçada a atirador nos Estados Unidos leva pânico a moradores do Estado do Maine

A caçada ao suspeito de matar 18 pessoas e ferir outras 13 em Lewiston, cidade do Maine, no Nordeste dos Estados Unidos, mobilizou centenas de agentes das forças de segurança, com helicópteros cruzando quilômetros de zona rural e a Guarda Costeira patrulhando o Rio Kennebec, nos arredores da cidade. Milhares de pessoas se viram obrigadas a se trancarem em casa devido ao risco representado por um homem descrito pela polícia como “armado e perigoso”, enquanto agentes locais, estaduais e federais vasculhavam a região em busca do suposto autor dos ataques, Robert Card, de 40 anos.

O massacre, que ocorreu na noite de quarta-feira (25), já é o mais mortal registrado desde o início do ano no país, segundo a Gun Violence Archive (GVA), organização sem fins lucrativos que monitora incidentes de violência armada nos EUA.

Dezenas de agentes do FBI estão envolvidos na investigação, segundo autoridades federais, e o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos já enviou cerca de 40 agentes para ajudar as autoridades locais nas buscas — uma das maiores mobilizações da agência nos últimos anos.

As autoridades não deram muitos detalhes sobre a caçada em uma coletiva de imprensa na manhã de quinta (26), mas à noite a polícia realizou o que chamou de “operação tática” em endereços que teriam ligação com Card, incluindo na casa do irmão do atirador. De acordo com o tenente-comandante Ryan Koroknay, da Guarda Costeira, um veículo ligado a Card foi encontrado, ontem, em uma rampa para barcos em Lisbon, a cerca de 15 quilômetros de distância de Lewiston. A polícia também localizou uma van branca ligada ao suspeito e abandonada a cerca de dez quilômetros de Lewiston.

“Acreditamos que esta é uma pessoa que não deve ser abordada”, disse o coronel William Ross, da Polícia Estadual do Maine, instando os residentes da região a serem cuidadosos e a não deixarem suas residências.

Caos

Os ataques a tiros em Lewiston, uma cidade com cerca de 40 mil habitantes, a segunda maior do Estado, ocorreram na pista de boliche Just-In-Time Recreation, anteriormente conhecida como Sparetime Recreation, e no Schemengees Bar & Grill, a cerca de seis quilômetros de distância, disse a polícia local. Justin Juray, proprietário da pista de boliche, descreveu a cena como “caos total”.

Sete pessoas (seis homens e uma mulher) morreram na pista de boliche, oito no bar e restaurante e três no hospital.

De acordo com John Alexander, médico do Central Maine Medical Center, em Lewiston, a unidade recebeu 14 vítimas em um período de 45 minutos após os tiros. Destas, além das três vítimas fatais, três tiveram alta e oito permanecem hospitalizadas (três em estado crítico e cinco em estado estável).

Até agora, somente oito dos 18 mortos foram identificados, segundo a polícia, e quatro já tiveram seus nomes divulgados pela imprensa americana: Bob Violette, Joseph Walker, Michael Deslauriers II, Peyton Brewer-Ross.

Riley Dumont, que foi ao boliche com sua família, incluindo sua filha de 11 anos, disse à rede americana ABC que os tiros foram disparados no meio de uma partida.

“Me joguei em cima da minha filha, e minha mãe, em cima de mim”, contou Riley Dumont, relatando como seu pai, um policial reformado, virou uma mesa para proteger os filhos dos tiros. “As pessoas gemiam e choravam.”

Um mandado de prisão por oito acusações de homicídio foi emitido para Card, de acordo com as autoridades policiais, que postaram uma foto do suspeito vestindo um moletom marrom com capuz e carregando um rifle semiautomático de estilo militar.

Registros do Pentágono sugerem que um homem de mesmo nome e data de nascimento do suspeito passou mais de duas décadas na reserva do Exército americano, como sargento de primeira classe. Ele teria se alistado em dezembro de 2002, e foi treinado como especialista em fornecimento de petróleo, cujo trabalho envolve o transporte e armazenamento de combustível para veículos e aeronaves.

As motivações dos ataques, no entanto, ainda são desconhecidas. O que se sabe, até o momento, é que o suposto atirador havia sido internado num centro psiquiátrico por duas semanas, no verão deste ano (no Hemisfério Norte). A informação está em um relatório obtido pela agência Associated Press. O documento revela ainda que o suspeito dizia “ouvir vozes” e já havia ameaçado abrir fogo contra uma base militar.

O presidente Joe Biden ordenou que todas as bandeiras do país fossem hasteadas a meio mastro em sinal de luto após o massacre.

Os ataques a tiros contra civis nos EUA são cada vez mais comuns, devido à variação nas leis de porte de armas entre estados e, em alguns casos, a ausência de exigência de licença para portá-las em locais públicos.

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Caçada a atirador nos Estados Unidos leva pânico a moradores do Estado do Maine

A caçada ao suspeito de matar 18 pessoas e ferir outras 13 em Lewiston, cidade do Maine, no Nordeste dos Estados Unidos, mobilizou centenas de agentes das forças de segurança, com helicópteros cruzando quilômetros de zona rural e a Guarda Costeira patrulhando o Rio Kennebec, nos arredores da cidade. Milhares de pessoas se viram obrigadas a se trancarem em casa devido ao risco representado por um homem descrito pela polícia como “armado e perigoso”, enquanto agentes locais, estaduais e federais vasculhavam a região em busca do suposto autor dos ataques, Robert Card, de 40 anos.

O massacre, que ocorreu na noite de quarta-feira (25), já é o mais mortal registrado desde o início do ano no país, segundo a Gun Violence Archive (GVA), organização sem fins lucrativos que monitora incidentes de violência armada nos EUA.

Dezenas de agentes do FBI estão envolvidos na investigação, segundo autoridades federais, e o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos já enviou cerca de 40 agentes para ajudar as autoridades locais nas buscas — uma das maiores mobilizações da agência nos últimos anos.

As autoridades não deram muitos detalhes sobre a caçada em uma coletiva de imprensa na manhã de quinta (26), mas à noite a polícia realizou o que chamou de “operação tática” em endereços que teriam ligação com Card, incluindo na casa do irmão do atirador. De acordo com o tenente-comandante Ryan Koroknay, da Guarda Costeira, um veículo ligado a Card foi encontrado, ontem, em uma rampa para barcos em Lisbon, a cerca de 15 quilômetros de distância de Lewiston. A polícia também localizou uma van branca ligada ao suspeito e abandonada a cerca de dez quilômetros de Lewiston.

“Acreditamos que esta é uma pessoa que não deve ser abordada”, disse o coronel William Ross, da Polícia Estadual do Maine, instando os residentes da região a serem cuidadosos e a não deixarem suas residências.

Caos

Os ataques a tiros em Lewiston, uma cidade com cerca de 40 mil habitantes, a segunda maior do Estado, ocorreram na pista de boliche Just-In-Time Recreation, anteriormente conhecida como Sparetime Recreation, e no Schemengees Bar & Grill, a cerca de seis quilômetros de distância, disse a polícia local. Justin Juray, proprietário da pista de boliche, descreveu a cena como “caos total”.

Sete pessoas (seis homens e uma mulher) morreram na pista de boliche, oito no bar e restaurante e três no hospital.

De acordo com John Alexander, médico do Central Maine Medical Center, em Lewiston, a unidade recebeu 14 vítimas em um período de 45 minutos após os tiros. Destas, além das três vítimas fatais, três tiveram alta e oito permanecem hospitalizadas (três em estado crítico e cinco em estado estável).

Até agora, somente oito dos 18 mortos foram identificados, segundo a polícia, e quatro já tiveram seus nomes divulgados pela imprensa americana: Bob Violette, Joseph Walker, Michael Deslauriers II, Peyton Brewer-Ross.

Riley Dumont, que foi ao boliche com sua família, incluindo sua filha de 11 anos, disse à rede americana ABC que os tiros foram disparados no meio de uma partida.

“Me joguei em cima da minha filha, e minha mãe, em cima de mim”, contou Riley Dumont, relatando como seu pai, um policial reformado, virou uma mesa para proteger os filhos dos tiros. “As pessoas gemiam e choravam.”

Um mandado de prisão por oito acusações de homicídio foi emitido para Card, de acordo com as autoridades policiais, que postaram uma foto do suspeito vestindo um moletom marrom com capuz e carregando um rifle semiautomático de estilo militar.

Registros do Pentágono sugerem que um homem de mesmo nome e data de nascimento do suspeito passou mais de duas décadas na reserva do Exército americano, como sargento de primeira classe. Ele teria se alistado em dezembro de 2002, e foi treinado como especialista em fornecimento de petróleo, cujo trabalho envolve o transporte e armazenamento de combustível para veículos e aeronaves.

As motivações dos ataques, no entanto, ainda são desconhecidas. O que se sabe, até o momento, é que o suposto atirador havia sido internado num centro psiquiátrico por duas semanas, no verão deste ano (no Hemisfério Norte). A informação está em um relatório obtido pela agência Associated Press. O documento revela ainda que o suspeito dizia “ouvir vozes” e já havia ameaçado abrir fogo contra uma base militar.

O presidente Joe Biden ordenou que todas as bandeiras do país fossem hasteadas a meio mastro em sinal de luto após o massacre.

Os ataques a tiros contra civis nos EUA são cada vez mais comuns, devido à variação nas leis de porte de armas entre estados e, em alguns casos, a ausência de exigência de licença para portá-las em locais públicos.

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