Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de junho de 2026
O Canadá continua sem ganhar em Copas do Mundo, mas celebrou seu primeiro ponto nesta sexta-feira (12), graças a Cyle Larin, segundo maior artilheiro da seleção, que saiu do banco para igualar o placar com a Bósnia e Herzegovina, por 1 a 1, no estádio BMO Field, em Toronto. Larin anotou seu 31º gol pelo Canadá dois minutos após entrar em campo. Foi o primeiro compromisso local do Canadá na história das Copas e, graças à pressão da torcida, desta vez não terminou em derrotas como nas seis vezes anteriores.
Até aquele momento, já na reta final da partida, Lukic, substituto do ídolo e quarentão Dzeko, na reserva da Bósnia e Herzegovina por causa de lesão no ombro, era o destaque do jogo, ao superar a desconfiança da torcida de não anotar gols – vinha sem anotar havia muito tempo pela seleção – ao abrir o placar logo aos 20 minutos, desviando cobrança de escanteio para as redes.
Os canadenses deram as boas-vindas à Copa do Mundo com cerimônia de abertura caseira simples e regada à música, com Alessia Cara, Nora Fatehi e Jessie Reyez agitando as arquibancadas dominadas pelo vermelho. Michael Bublé também cantou assim que as bandeiras das 48 anos adentraram ao palco da partida. Com os times perfilados, o hino da Bósnia e Herzegovina foi tocado no violino e com jogadores e comissão técnica emocionados. A estrela Alanis Morissette cantou o hino canadense em arrepiante coro de 45 mil vozes.
A primeira “explosão” das arquibancadas veio no aquecimento do time local. Não menos empolgante, a parte azul e amarela prometia gritar muito para incentivar os bósnios em busca de nova surpresa no mundo da bola após deixarem a pentacampeã Itália fora de uma Copa pela terceira vez seguida na história – venceram por 4 a 1 nos pênaltis após 1 a 1 no jogo decisivo da repescagem europeia.
Como era esperado, as seleções entraram em campo sem suas estrelas entre os escalados. No Canadá, o capitão Alphonso Davies até bateu uma bola no aquecimento, mas sequer calçava as chuteiras por causa de uma lesão muscular – deve encarar o Catar, dia 18. Ainda foi com o time para o hino nacional.
No lado da Bósnia e Herzegovina, seu maior artilheiro, Dzeko, de 40 anos e dono de 73 gols na história da seleção, estava somente no banco de reservas por causa de lesão grave no ombro. Lukic, seu substituto, e Demirovic eram as apostas.
Tentando apagar a imagem de seleções frágeis quando o assunto é Copa do Mundo, Canadá e Bósnia e Herzegovina largaram com posturas atrevidas, deixando de lado as preocupações defensivas e buscando um gol rápido. Os locais na base das trocas de passes de primeira e os europeus investindo no jogo aéreo para seus grandalhões, entre eles o questionado Lukic, de 1,90m.
Abrindo mão da posse de bola, o Canadá investia na alta velocidade em transições de primeira que confundiam a defesa rival. Ocorre que repetia o pecado de outras Copas: carecia de melhor finalização. Jonathan David bateu fraquinho, livre na área, para desespero da torcida.
O Canadá fracassou em sua oportunidade de ouro e viu os bósnios abrirem o placar em sua estratégia. Cobrança de escanteio para desvio de Lukic, o substituto de Dzeko, de cabeça, sem chances para Crepeau. Celebrou com abraço em Sergej Barbarez, agradecendo a confiança do treinador.
O gol deu uma esfriada nos canadenses e o frisson das barulhentas arquibancadas ‘murchou’. Pelo sétimo jogo seguido em Copas, a seleção largou atrás no placar, outra vez com a busca pelo primeiro ponto em dificuldade.
A pressão de atuar em casa ainda atrapalhava em campo. E foi a vez de Oluwaseyi falhar sozinho na hora de marcar. Torcedor ilustre, o aflito ator de Deadpool, o canadense Ryan Reynolds, parecia querer entrar em campo para usar os superpoderes do personagem à favor de sua nação.
O Canadá mudou seu setor ofensivo, aumentou a pressão, mas novamente viu um defensor bósnio cortar finalização em cima da linha. O lamento da vez foi com corte de Katic. A apreensiva torcida inflamou e fazia seu papel empurrando o Canadá ao ponto inédito. Ele veio em batida de Larin, segundo maior artilheiro da história da seleção, agora com 31 gols, em giro e batida no canto. (Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)