Terça-feira, 28 de julho de 2026

Ministro da Fazenda diz que não existe possibilidade de o Brasil ter recessão em 2027

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não vê qualquer possibilidade de o Brasil entrar em recessão em 2027. Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, o ministro disse que as projeções mais pessimistas para a economia brasileira não encontram respaldo nos indicadores atuais e classificou como “exagero” as previsões de retração da atividade econômica no próximo ano. Ao mesmo tempo, defendeu que o país continue avançando no ajuste das contas públicas e na revisão de despesas obrigatórias para assegurar um ambiente favorável ao crescimento.

Segundo Durigan, o principal desafio da economia brasileira continua sendo a redução da taxa de juros, fator que, em sua avaliação, tem impacto mais relevante sobre a trajetória da dívida pública do que o resultado fiscal propriamente dito. O ministro afirmou que, caso a Selic entre em um ciclo de queda consistente, o país poderá experimentar um período de maior expansão econômica. “Não existe possibilidade de o Brasil ter recessão em 2027”, declarou. Para ele, a economia poderá viver um “boom” se os juros recuarem de forma sustentável, impulsionando investimentos, consumo e geração de empregos.

As declarações foram feitas em meio ao debate sobre a situação fiscal do país e as perspectivas para o próximo governo. Durigan defendeu que o Executivo apresente ainda este ano uma agenda de medidas estruturais voltadas ao controle dos gastos obrigatórios, permitindo ampliar o espaço para investimentos públicos sem comprometer a sustentabilidade das contas. Segundo ele, o debate deve ocorrer durante o período eleitoral para que as propostas sejam conhecidas pela sociedade e possam ser implementadas logo após a definição do próximo presidente da República.

O ministro também procurou minimizar avaliações de que a dívida pública estaria em trajetória preocupante. Embora reconheça que o endividamento brasileiro permanece elevado, Durigan afirmou que a situação está sob controle e reiterou que o governo pretende entregar ao próximo mandato um cenário fiscal mais favorável do que o encontrado no início da atual gestão. Para isso, defendeu a manutenção ou até o endurecimento das regras do arcabouço fiscal, considerado pela equipe econômica um dos principais instrumentos para garantir previsibilidade às contas públicas.

Durante a entrevista, Durigan também comentou os impactos da política comercial dos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Ele voltou a criticar as tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, classificando a medida como um “completo absurdo”. O ministro afirmou que pretende levar os argumentos do Brasil ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em um possível encontro durante as reuniões do G20, previstas para o próximo mês. Na avaliação dele, a disputa comercial tende a ser resolvida após o processo eleitoral brasileiro.

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