Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Cientistas descobrem novo tipo de coronavírus em morcegos

Um estudo ainda não revisado por pares e publicado por cientistas chineses no fim de janeiro tem movimentado discussões nas redes sociais nesta semana. No artigo, o grupo relata ter descoberto em morcegos um tipo de coronavírus semelhante ao Mers-CoV, que provocou uma epidemia de síndrome respiratória do Oriente Médio em 2012, em que houve 858 mortes relatadas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Chamado pelos cientistas de NeoCov, o patógeno é da mesma família do Sars-Cov (que causou uma epidemia em 2002-2003) e do Sars-CoV-2 (Covid-19). Diferentemente do Sars-Cov-2, o Mers-CoV não se espalhou com a mesma velocidade, o que fez com que o número de casos não passasse de cerca de 2.500 em 27 países. O artigo não levanta nenhum tipo de alerta em relação à infecção de humanos.

“Nosso estudo aumenta o conhecimento sobre o uso complexo de receptores de coronavírus, destacando a importância da vigilância e pesquisa sobre esses vírus para se preparar para possíveis surtos no futuro”, afirmam os autores.

Frequente

Já é um consenso na comunidade científica de que morcegos são reservatórios naturais de vários tipos de coronavírus, sem que eles adoeçam. Isto não significa que devam ser caçados ou mortos pela população.

Morcegos em seus habitat naturais são extremamente importantes no controle de pragas e espalhamento de sementes, por exemplo. O grande problema, destacado em outro estudo chinês antes da pandemia, é o contato de outros animais com morcegos. O desmatamento e a criação de animais para abate em determinadas áreas pode, segundo especialistas, ter relação com a emergência de novos patógenos.

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