Domingo, 09 de agosto de 2026

Diante da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o programa de governo Lula cita 31 vezes a palavra soberania

Diante da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cita 31 vezes a palavra soberania e promete dar “um salto” no modelo de desenvolvimento do País, mantendo o arcabouço fiscal.

Apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o registro das candidaturas de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o documento menciona diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aplicou um tarifaço sobre produtos brasileiros, e dá alfinetadas na família Bolsonaro.

“Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”, diz um trecho da plataforma de governo. “Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”, completa o texto, numa referência ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sucessão de Lula.

O PT assinala que, por causa do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o governo foi obrigado a adotar medidas para proteger as empresas. “Fomos alvos (…) de pelo menos três ondas de tarifaços pelo Governo Trump. Esse cenário exigiu um conjunto robusto de medidas, como o Plano Brasil Soberano, que vem dando fôlego às empresas brasileiras, preservando o emprego e a renda do povo brasileiro”, afirma o plano.

Em uma temporada de relações tensas e conturbadas entre o Brasil, os Estados Unidos de Trump e a Argentina de Javier Milei, a plataforma de Lula para o quarto mandato destaca que o presidente “encarna, como poucos, a defesa da soberania do Brasil e a esperança teimosa de um povo que não abre mão de seu próprio destino”. É nessa linha que o PT sublinha a importância de desenvolver políticas econômicas “sem qualquer tipo de subordinação estratégica”.

PT prega investimentos para defesa e criação do Ministério da Segurança Pública

Com 13 eixos, o programa do presidente também prega investimentos em defesa. “Neste cenário, política externa e defesa nacional são dimensões complementares de uma mesma estratégia voltada à proteção dos interesses do Brasil”, constata o documento. “Não há projeção internacional soberana sem capacidade de defesa”.

O orçamento do Ministério da Defesa sofreu neste ano seguidos cortes e bloqueios de verbas, impostos pelo governo, sob o argumento de que era necessário cumprir as metas fiscais. O programa do PT promete, porém, mudar essa situação ao dizer que “a defesa nacional exige Forças Armadas bem equipadas e uma indústria de defesa sólida, capazes de proteger o território brasileiro e seus recursos naturais diante de ameaças externas”.

O plano defende, mais uma vez, a criação do Ministério da Segurança Pública, separando a Polícia Federal da pasta da Justiça. A proposta constava do programa de 2022, mas nunca saiu do papel.

O orçamento do Ministério da Defesa sofreu neste ano seguidos cortes e bloqueios de verbas, impostos pelo governo, sob o argumento de que era necessário cumprir as metas fiscais. O programa do PT promete, porém, mudar essa situação ao dizer que “a defesa nacional exige Forças Armadas bem equipadas e uma indústria de defesa sólida, capazes de proteger o território brasileiro e seus recursos naturais diante de ameaças externas”.

O plano defende, mais uma vez, a criação do Ministério da Segurança Pública, separando a Polícia Federal da pasta da Justiça. A proposta constava do programa de 2022, mas nunca saiu do papel.

Propostas já apresentadas no terceiro mandato de Lula, como a PEC de Segurança, que pôs na Constituição o Sistema Único de Segurança Público (SUSP), são novamente citadas. Na prática, a PEC que amplia a competência da Polícia Federal para investigar organizações criminosas, como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), está parada no Senado. Com informações do portal Estadão.

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