Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 23 de junho de 2026
O dólar fechou em alta nesta terça-feira (23), com avanço de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, reverteu as perdas do início do pregão e encerrou o dia em alta de 0,52%, aos 171.249 pontos. No acumulado, a moeda norte-americana registra alta de 0,41% na semana e de 2,86% no mês, enquanto recua 5,50% no ano. O Ibovespa, por sua vez, acumula alta de 1,73% na semana, queda de 1,46% no mês e avanço de 6,28% no ano.
Os mercados operaram sob influência das negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo autoridades de Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas e grupos de trabalho já estão sendo formados para tratar de sanções e do programa nuclear iraniano. O aumento do tráfego no Estreito de Ormuz também reforçou a percepção de possível estabilização gradual no comércio global de petróleo.
Apesar disso, o petróleo voltou a cair nesta sessão. O barril do Brent recuou 1,05%, cotado a US$ 77,08, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) teve queda de 0,88%, a US$ 73,21.
No Brasil, o mercado acompanhou a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento indicou que o Banco Central manteve a taxa de juros inalterada mesmo diante da piora nas projeções de inflação para os próximos anos, destacando que o colegiado optou por não reagir a choques de preços ainda associados às incertezas geopolíticas.
No cenário internacional, as bolsas globais tiveram um dia mais negativo, pressionadas principalmente por ações do setor de tecnologia. Investidores seguem avaliando o elevado nível de investimentos em semicondutores e inteligência artificial e questionam o retorno dessas companhias diante dos preços elevados das ações.
As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem no centro das atenções dos investidores. Teerã afirmou que as conversas técnicas foram concluídas e que já iniciou a formação de equipes para tratar das sanções e do programa nuclear. O país também informou que trabalha com Omã na elaboração de um acordo sobre a gestão da navegação no Estreito de Ormuz.
O tráfego na região, estratégica para o comércio global de petróleo, registrou na véspera o maior volume desde o início da escalada de tensões, com cerca de 35 navios cargueiros atravessando o estreito — ainda abaixo da média de períodos de estabilidade, quando aproximadamente 120 embarcações circulam diariamente pela região.
Além disso, na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a exportar petróleo no mercado internacional, fator que também influenciou as expectativas dos investidores nesta sessão.