Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Eleições 2026: TV Pampa promove debate com candidatos a vice-governador do RS

O estúdio da TV Pampa foi cenário, na noite dessa quinta-feira (10), de debate entre quatro dos sete candidatos a vice-governador do Rio Grande do Sul nas eleições de outubro. Com transmissão ao vivo pela emissora e sob mediação do comunicador e vice-presidente da Rede Pampa de Comunicação, Paulo Sérgio Pinto, eles apresentaram suas propostas e discutiram temas cruciais para o futuro do Estado.

Participaram do encontro Cláudio Diaz (PSDB), vice na chapa de Marcelo Maranata (PSDB); Edegar Pretto (PT), vice na chapa de Juliana Brizola (PDT); Ernani Polo (PSD), vice na chapa de Gabriel Souza (MDB); e Silvana Covatti (PP), titular na chapa de Luciano Zucco (PL). Acentuando um clima de moderação mesmo nas críticas mais contundentes, não houve pedidos relacionados a direito de resposta.

Esse foi o segundo debate promovido pela TV Pampa com foco no pleito gaúcho de 2026: no dia 20 de agosto, a emissora serviu de tribuna para os postulantes ao Senado. O próximo, aliás, já está confirmado para 24 de setembro, reunindo os nomes que concorrem ao comando do Palácio Piratini pelos próximos quatro anos.

Todos os encontros são compartilhados com o público em tempo real nas diferentes mídias do grupo. A lista abrange TV, rádio, jornal “O Sul”, portais de notícias, aplicativos e redes sociais. Além dos debates, os candidatos têm participado de entrevistas individuais, em diferentes datas. As veiculações podem ser assistidas posteriormente, por meio do canal da TV Pampa no portal de vídeos youtube.com, por exemplo.

Importância do cargo

– O cargo de vice-governador é fundamental no processo político e administrativo de um Estado. A começar pelo fato de que cabe ao detentor da função comandar o Executivo quando o titular precisa se afastar temporariamente, por motivo de viagem, licença ou férias.

– Quando há vacância por renúncia, impeachment, cassação de mandato ou falecimento, cabe ao vice assumir em definitivo pelo restante do mandato.

– Há também a representação oficial pelo vice-governador em eventos e viagens nacionais ou internacionais, quando o titular não pode comparecer.

– A articulação política e administrativa é outra importante incumbência. O vice-governador auxilia o titular na coordenação de grandes projetos e, eventualmente, acumula o cargo com a chefia de determinada secretaria estadual.

– Cabe lembrar que, ao digitar na urna eletrônica o número de seu candidato para a chefia do Executivo (municipal, estadual ou federal), o cidadão vota apenas no titular do cargo. O vice faz parte da chapa: caso esta vença o pleito, ele é eleito automaticamente.

Principais declarações

– Cláudio Diaz: enalteceu o fato de atuar como empresário, pecuarista, leiloeiro rural e deputado federal. Ele atribuiu o desafio de concorrer a vice-governador a uma “alternativa diferente para o Estado voltar a crescer”, além de criticar a situação educacional gaúcha e relacionou o problema à falta de profissionais qualificados para o mercado de trabalho e para a vida. Vinculou, ainda, os feminicídios ao programa Bolsa Família, mas sem explicar o paralelo entre os dois temas.

– Edegar Pretto: ressaltou seu vínculo ao PT, mesmo partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e garantiu que o Rio Grande do Sul “pode fazer muito mais” com o projeto que integra. Ele acusou as autoridades estaduais de falharem no combate ao feminicídio e o atual governo de ter tido 12 anos para eliminar esse tipo de crime, sem obter sucesso. Pretto também se disse favorável à concessão de rodovias, mas criticou a forma pela qual o processo é conduzido pelo atual governo gaúcho.

– Ernani Polo: falou de suas origens ligadas ao campo e de sua experiência como deputado estadual em quarto mandato e ex-secretário estadual. Prometeu dar continuidade, por meio de uma gestão baseada em consensos, às realizações da gestão de Eduardo Leite (de quem o parceiro de chapa de Ernani, Gabriel Souza, é o atual vice) no Palácio Piratini. Também acusou o PT de ter “quebrado” o Rio Grande do Sul e criticou candidatos que não comparecem a debates.

– Silvana Covatti: mencionou os cinco mandatos na Assembleia Legislativa e o pioneirismo como mulher na presidência do Parlamento gaúcho e no comando da Secretaria da Agricultura. Prometeu atuar como “uma ponte de ligação entre o governo gaúcho e os municípios”. Ela disse que o Estado avançou nos últimos anos, mas que “não está 100%” e há espaço para melhorias em saúde, educação e infraestrutura. “Os gaúchos querem novos ares, sem regredir e sem continuísmo.”

(Marcello Campos)

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