Sábado, 02 de maio de 2026

Eleito presidente, Flávio Bolsonaro poderá nomear até seis ministros para o STF, calcula a oposição

Cada vez mais os fatos mostram que as eleições de 2026 serão decisivas para o rumo do País. A possibilidade do senador Flávio Bolsonaro, caso eleito presidente da República, possa indicar até seis ministros para o STF, está no radar da oposição. A projeção de que o Senado tenha maioria de dois terços na próxima legislatura, cria a expectativa de grandes mudanças no rumo do país, e até mesmo na futura composição do Supremo Tribunal Federal.

Oposição defende nova indicação ao STF só depois das eleições

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defende que uma nova indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal), após a derrota de Jorge Messias, seja feita somente depois das eleições presidenciais de outubro. Isso permitiria ao novo presidente indicar o ocupante da vaga decorrente da aposentadoria do ministro Luís roberto Barroso.

“Estamos no meio de um processo eleitoral, no meio de uma crise moral das instituições e temos um governo que tenta desesperadamente se recomeçar com a sociedade”, disse Rogério Marinho.

Cálculo otimista da oposição prevê seis indicações ao STF pelo próximo presidente

O cálculo das lideranças de centro-direita projeta a possibilidade de conquista da maioria suficiente no Senado para encaminhar o impeachment de pelo menos dois ministros: Alexandre de Moras, e Dias Toffoli. E, caso não ocorra nova indicação para a vaga existente no STF, caberia ao próximo presidente fazer esse encaminhamento. Assim, o cálculo da oposição contaria com as seguintes vagas:

– Vaga existente (aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso);

– Impeachment do ministro Alexandre de Moraes;

– Impeachment do ministro Dias Toffoli;

– Vaga do ministro Luiz Fux (aposentadoria em 2028);

– Vaga da ministra Cármen Lúcia (aposentadoria em 2029);

–Vaga do ministro Gilmar Mendes (aposentadoria em 2030).

Enchentes: nova tragédia anunciada?

Completados dois anos desde a grande enchente, e uma série de obras importantes para a contenção de cheias na Região Metropolitana ainda não saiu do papel. A tragédia das enchentes aconteceu em 2024.Eldorado do Sul e Canoas, municípios duramente atingidos pelas enchentes ainda aguardam as obras de proteção. Os técnicos explicam que a obra precisa levar em conta o sistema que engloba a Região Metropolitana. Com base no rito burocrático, a previsão é de conclusão até 2031. Como já estamos acostumados com prazos de obras públicas, projetemos para 2035, ou 2040. Então, resta apenas a fé, para que até lá a proteção divina defenda a Região Metropolitana dos fenômenos climáticos.

Empatados tecnicamente na eleição ao Piratini, Juliana Brizola tem 35% de rejeição, e Zucco, 17%

A recente pesquisa Genial/Quaest para avaliar as tendências do eleitor para as eleições ao governo do Estado, mostrou um empate técnico entre Juliana Brizola, do PDT (24%) e Luciano Zucco do PL (21%). As entrelinhas da pesquisa, porém, revelam outros dados para avaliação: a rejeição dos candidatos. Juliana Brizola lidera a rejeição: 25% dos eleitores dizem que a conhecem, e não votariam nela. A rejeição de Zucco diante da mesma pergunta, é de 17%. A mesma pesquisa identificou que 68% dos eleitores admitem que podem mudar, caso algo aconteça.

O voto do Senador Mourão contra o veto

O senador Hamilton Mourão (Republicanos) teve seu voto pela derrubada do veto ao projeto da dosimetria (PL 2.162 de 2023), registrado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre. Mourão estava em trânsito, e ficou sem sinal de internet, porém conseguiu confirmar o registro do seu voto, via Davi Alcolumbre.

Depois do fiasco de 2024, Lula tem tirado folga no 1º de maio

O presidente Lula não teve nenhum compromisso marcado ontem, dia 1º de Maio, Dia do Trabalho e permaneceu na ala privativa do Palácio da Alvorada, residência oficial. A agenda do Palácio do Planalto mostrava Lula e Janja “sem compromissos oficiais”. Desde 2024, quando Lula participou de um ato organizado pelos sindicatos no estacionamento da Neo Química Arena, o estádio do Corinthians, o público de 1,6 mil pessoas decepcionou o presidente. No 1º de maio de 2025, com o escândalo do roubo dos aposentados do JNSS chegando perto do seu irmão, Frei Chico, por ser vice-presidente no Sindinapi, uma das entidades investigadas, Lula também não saiu às ruas.

Abrainc alerta que uso do FGTS no Desenrola 2 pode custar até 104 mil empregos e 44 mil moradias populares

Em nota encaminhada ao jornalista Flavio Pereira, a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) manifesta preocupação com a proposta de liberação de recursos do FGTS para o programa Desenrola 2.

“Para a entidade, a utilização do Fundo para quitar dívidas de consumo ataca apenas o sintoma da inadimplência e compromete a sustentabilidade financeira das famílias a longo prazo, especialmente se não houver um programa estruturado de educação financeira acompanhando a medida.

De acordo com uma análise da Associação, é fundamental avaliar os diferentes cenários de impacto. A abertura de uma exceção para o uso do Fundo em um cenário de alto endividamento da população pode trazer um risco estrutural ao FGTS, drenando recursos que deveriam ser destinados a investimentos de longo prazo. Considerando as estimativas de saques entre R$ 4,5 bilhões e R$ 8 bilhões, o volume de retiradas pode atingir patamares elevados caso a adesão chegue ao teto permitido.

Para a Abrainc, a retirada desses recursos do sistema habitacional gera um impacto direto na economia, visto que o setor apresenta um alto efeito multiplicador. Para cada R$ 1 bilhão investido em habitação, geram-se 13 mil empregos e R$ 300 milhões em impostos. Na projeção de impacto do programa elaborada pela entidade, o Brasil pode registrar perdas severas dependendo do volume de recursos liberados:

– Geração de empregos: entre 59 mil e 104 mil postos de trabalho (diretos e indiretos) deixariam de ser criados.

– Moradias populares: entre 25 mil e 44 mil famílias deixariam de ter acesso a unidades habitacionais.

– Arrecadação de impostos: o Estado deixaria de arrecadar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,4 bilhões.”

(Instagram: @flaviorrpereira)

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