Quarta-feira, 29 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de julho de 2026
A rotina de higienização das roupas de cama vai além do capricho doméstico e impacta diretamente a saúde. Desde os primeiros dias de uso, a roupa de cama acumula suor, oleosidade e células mortas. Esse ambiente quente e úmido favorece a multiplicação acelerada de ácaros, fungos e bactérias.
Manter as roupas de cama no colchão por longos períodos expõe o organismo a agentes causadores de alergias respiratórias, surtos de acne e irritações cutâneas. A dermatologista Andressa Vargas, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ressalta que o processo invisível de proliferação microbiana antecede qualquer sujeira aparente a olho nu.
Não existe um prazo único aplicável a todos as roupas de cama. A médica entrevistada pela CNN Brasil, orienta adaptar o cronograma de lavagem conforme a função de cada peça. Por exemplo: lençóis e fronhas: devem ser substituídos uma vez por semana, cobertores e edredons quando protegidos por capas ou lençóis, pedem lavagem a cada dois ou três meses. Por fim, os travesseiros: demandam higienização de três a seis meses, além da troca do item a cada dois anos.
Entretanto, esse intervalo de sete dias para lençóis e fronhas exige encurtamento em situações específicas. Consequentemente, pessoas que sofrem com rinite, asma ou dermatite atópica precisam substituir as roupas de cama a cada três ou quatro dias. Do mesmo modo, quem transpira excessivamente, divide o espaço com animais de estimação ou enfrenta quadros infecciosos deve antecipar a higienização para contiver os resíduos.
Erros comuns
O aparecimento de odores fortes, manchas, sensação de umidade e o aumento de coceira na pele indicam a necessidade de lavar a roupa de cama imediatamente. Diante desse cenário, adiar o ciclo semanal expõe o corpo a uma carga desnecessária de possíveis alergias.
A eficácia da higienização também depende do processo de lavagem. A orientação da dermatologista Andressa Vargas, entrevistada pela CNN Brasil, inclui consultar as etiquetas de instrução e usar água morna ou quente sempre que o tecido permitir, pois o calor auxilia na eliminação dos microorganismos.
Ademais, alguns deslizes frequentes comprometem todo o cuidado com a roupa de cama. Guardar peças levemente úmidas, negligenciar a limpeza dos protetores e esquecer de aspirar o próprio colchão periodicamente criam condições para o surgimento de fungos. Garantir a secagem completa antes do armazenamento e manter o quarto arejado continuam sendo passos essenciais para preservar o bem-estar e a qualidade do sono. (Com informações da CNN Brasil e Extra)