Sábado, 08 de agosto de 2026

Evento cultural em Porto Alegre homenageia neste sábado os 120 anos de nascimento do poeta Mario Quintana

Em celebração aos 120 anos de nascimento do poeta gaúcho Mario Quintana (1906-1994), a Associação Comunitária do Centro Histórico de Porto Alegre (ACCH) promove entre 14h e 22h deste sábado (8) um evento gastronômico e cultural na Travessa Passarinho. A via está localizada nos fundos da Casa de Cultura que leva o nome do homenageado, entre as ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos.

A iniciativa conta com o apoio da prefeitura. Além de opções de alimentos e bebidas, a programação inclui intervenções musicais e poéticas inspiradas em um dos mais populares personagens da literatura gaúcha. Confira a lista, a seguir.

– 14h: Zé Caradipia.
– 15h: Jei Silvanno.
– 16h: Carluz Freitas.
– 17h: Pagode do Dorinho.
– 19h: Forrozuando.
– 22h: Encerramento.

Vida e obra

Nascido em 30 de julho de 1906 no município de Alegrete, Mario Quintana se mudou aos 13 anos para Porto Alegre, a fim de cursar o Colégio Militar. A Capital que se tornaria cenário de grande parte de sua vida e obra literária, trabalhou durante décadas como jornalista e tradutor.

Sua estreia na poesia aconteceu em 1940, com “Rua dos Cataventos”, coletânea de sonetos que chamou a atenção da crítica. Ao longo da carreira, ele desenvolveu um estilo inconfundível, marcado por aspectos como simplicidade, humor sutil e profunda sensibilidade, muitas das quais inspiradas no cotidiano e capazes de dialogar tanto com diferentes públicos.

Apesar do enorme reconhecimento popular e do prestígio entre escritores e intelectuais, Quintana nunca chegou à Academia Brasileira de Letras (ABL). Candidatou-se três vezes, mas não obteve os votos necessários.

Também levou uma vida pouco convencional. Durante mais de quatro décadas, morou em quartos de hotéis de Porto Alegre. O mais famoso deles foi o Hotel Majestic, onde viveu de 1968 a 1980 e cujo prédio abriga desde 1990 a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), um dos mais importantes centros culturais da cidade.

O poeta faleceu em 5 de maio de 1994, aos 87 anos. Mas seus versos continuam circulando entre diferentes gerações  e perfis de leitores.

CCMQ

Projetado pelo arquiteto alemão Theodor Wiederspahn, o edifício-sede da CCMQ foi construído para abrigar o Hotel Majestic, inaugurado em 1916 e que funcionou até o final da década de 1970. O imóvel foi arrolado em 1983 como patrimônio histórico e, de 1987 a 1990, passou por obras destinadas à sua transformação em instituição cultural, mediante projeto dos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski.

A instituição foi oficialmente inaugurada em 25 de setembro de 1990. Trata-se de uma instituição do governo do Estado, mantida pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). Seus espaços estão voltados ao cinema, música, literatura, memória, artes plásticas e cênicas, com bibliotecas, discoteca, galerias, teatros e salas de exibição, dentre outros ambientes destinados a oficinas, cursos, visitas mediadas, feiras e eventos do setor. Abriga também cafés, livraria e lojas de produtos temáticos.

Com seu térreo severamente impactado pela enchente de maio de 2024, tem recebido desde então uma série de investimentos em recuperação e melhorias. O site oficial é ccmq.rs.gov.br.

(Marcello Campos)

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