Terça-feira, 21 de maio de 2024

Ex-ministro da Justiça Anderson Torres nega “reuniões do golpe” e quer acareação

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres nega que tenha participado das reuniões no Palácio do Alvorada com ex-comandantes das Forças Armadas e o ex-presidente Jair Bolsonaro para debater medidas jurídicas para uma tentativa de golpe de Estado.

Torres está disposto até mesmo a fazer uma acareação com os ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Alberto Baptista Júnior, para confrontar a versão de que atuou como suporte jurídico para a elaboração de uma minuta golpista.

A defesa de Torres apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (18), um pedido para que o ex-ministro da Justiça preste novo depoimento à Polícia Federal.

O requerimento ainda solicita que Freire Gomes e Baptista Júnior sejam ouvidos novamente em uma mesma data e horário para evitar a combinação de versões.

No pedido à Corte, a defesa alega que os depoimentos são necessários para esclarecer as falas dos ex-comandantes à PF que apontaram Torres como responsável por dar “subsídios jurídicos” à trama golpista em reuniões com Bolsonaro.

Os relatos de Freire Gomes e de Baptista Júnior foram tornados públicos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, na última sexta-feira (15). Os dois falaram na condição de testemunhas, portanto com o compromisso de dizer a verdade.

A defesa de Anderson Torres ainda pede ao Supremo que, caso as contradições não sejam esclarecidas, seja feita uma acareação entre Torres e os dois ex-comandantes.

O requerimento solicita o acesso ao relatório integral de acesso e saída dos palácios da Alvorada e do Planalto entre os dias 1º de novembro e 31 de dezembro de 2022.

Além disso, pede que a investigação levante os dados de geolocalização dos telefones de Torres, Bolsonaro, Freire Gomes e Baptista Júnior.

 

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