Terça-feira, 25 de junho de 2024

Físico ganhador do Prêmio Nobel morre aos 94 anos

O cientista britânico Peter Higgs, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 2013, morreu na segunda-feira (8) aos 94 anos. O anúncio foi feito pela Universidade de Edimburgo nesta terça-feira (9).

“Morreu pacificamente em sua casa na segunda-feira, 8 de abril, depois de uma curta enfermidade”, informou a universidade em nota.

Higgs previu a existência de uma nova partícula — o chamado bóson de Higgs — em 1964. Mas foram quase 50 anos até que a existência da partícula pudesse ser confirmada no Grande Colisor de Hádrons.

O Nobel foi compartilhado com François Englert, físico belga, que apresentou a mesma teoria. Além do título, os pesquisadores dividiram também 1,2 milhão de dólares pela descoberta. O prêmio em 2013 foi concedido um ano depois de uma experiência no Grande Colisor de Hádrons confirmar a existência do bóson. Tanto a comunidade científica quanto o próprio pesquisador sabiam que ele era favorito ao prêmio anunciado em 8 de outubro, data em que o cientista optou por “desaparecer”.

No dia, ele saiu de casa, pegou um ônibus e foi para um bar tomar uma cerveja. Em entrevistas depois do prêmio, ele costumava dizer ele costumava dizer que a honraria “acabou” com sua existência relativamente pacífica. “Eu não gosto desse tipo de publicidade, meu estilo é trabalhar isolado e, ocasionalmente, ter uma ideia brilhante”, disse o físico.

“Partícula de Deus”

A teoria do Bóson de Higgs é uma parte fundamental do chamado “Modelo Padrão” da física de partículas. Este modelo descreve as partículas elementares e suas interações. Por muito tempo, os átomos foram considerados as partículas fundamentais da matéria.

No entanto, descobriu-se que os átomos são compostos por prótons e nêutrons (que formam o núcleo do átomo) e elétrons (que orbitam esse núcleo). Prótons e nêutrons podem ser subdivididos em partículas ainda menores, que são conhecidas como partículas fundamentais.

Foram encontradas 17 partículas fundamentais ( juntamente com as forças que as influenciam) e elas são as responsáveis pela composição do universo, segundo o Modelo Padrão da física de partículas. As 17 partículas são divididas em duas categorias: férmions e bósons.

Dentro dessas duas famílias das partículas, são 12 férmions e 4 bósons, o que somam 16 partículas. A 17ª partícula fundamental foi descrita por Peter Higgs, que indicou que existe uma partícula responsável por um campo que impregna de massa as partículas que formam a matéria.

O “Bóson de Higgs”, ou a partícula de Deus, é uma peça fundamental, uma espécie de cola, que une todas as outras.
A partícula é uma das peças fundamentais para ajudar os cientistas a entender como a matéria se formou após o Big Bang, a explosão que teria dado origem ao universo, há cerca de 13 bilhões de anos.

Como é invisível, é difícil entender e pesquisar a existência do “Bóson de Higgs”. Os pesquisadores demoraram quase 50 anos para receber o prêmio Nobel porque, somente em 2012 foi possível provar que estavam certos.

Foi preciso construir um acelerador de partículas, um tubo de 27 quilômetros de extensão na fronteira da França com a Suíça. Nele, os cientistas provocaram choques de núcleos de átomos em altíssima velocidade. Com a separação, os pesquisadores finalmente puderam perceber um rastro do “Bóson de Higgs”.

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