Quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Forças Armadas terão apenas 17 militares candidatos nas eleições deste ano; em 2022 eram 61

As Forças Armadas diminuíram em 71,6% a participação na política partidária este ano, sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em relação às eleições de 2022, quando o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PL) ocupava o Palácio do Planalto.

Dados obtidos pela Coluna do Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) apontam que, em 2026, apenas 17 militares solicitaram aos comandos das três Forças – Exército, Aeronáutica e Marinha – licença para se candidatar. O número registrado no pleito de 2022 chegou a 61, o que representa uma redução de 44 pedidos neste ano. Na eleição passada, o Exército liderou as solicitações, com 30 militares interessados em disputar cargos eletivos.

Em 2026, porém, foi justamente o Exército que registrou a maior redução. Apenas quatro militares da Força solicitaram ao comando licença para concorrer nas eleições. Entre eles, dois oficiais pediram afastamento para disputar uma vaga de deputado federal, enquanto um graduado solicitou licença para concorrer ao cargo de deputado estadual ou distrital. Outro oficial pediu afastamento para participar da disputa por um cargo que não foi informado.

Com a queda registrada pelo Exército, a liderança no número de militares que solicitaram afastamento neste ano passou para a Força Aérea Brasileira (FAB), que contabilizou dez pedidos. Desse total, sete militares da Aeronáutica solicitaram licença para concorrer ao cargo de deputado federal. Outros três integrantes da Força Aérea Brasileira pediram afastamento para disputar uma vaga de deputado estadual ou distrital.

Nas eleições de 2022, a FAB havia registrado 15 candidatos, sendo oito para deputado federal e sete para os cargos de deputado estadual ou distrital. O resultado deste ano, portanto, também representa uma redução no número de militares da Força Aérea que solicitaram afastamento para participar da disputa eleitoral.

Na Marinha, houve apenas três solicitações de afastamento para concorrer a cargos políticos em 2026, todas feitas por praças. Segundo informações prestadas pela Força à Coluna do Estadão por meio da LAI, nenhum oficial ou fuzileiro naval deverá concorrer nas eleições deste ano. Dos três pedidos registrados, dois foram apresentados por praças que pretendem disputar o cargo de deputado federal. O terceiro foi feito por uma praça que solicitou afastamento de suas funções para concorrer a uma vaga de deputado estadual ou distrital.

Em 2022, a Marinha havia registrado 16 candidatos. Considerando as três Forças, os dados indicam uma redução no número de militares que buscaram autorização para disputar cargos eletivos em 2026. A redução foi observada nas três Forças, embora em proporções diferentes, conforme os dados informados pelos respectivos comandos militares. As solicitações de afastamento são necessárias para que os integrantes das Forças Armadas possam participar do processo eleitoral, conforme as regras aplicáveis à categoria ao longo do atual processo eleitoral deste ano. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)

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