Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de agosto de 2026
Fernando Haddad (PT) disse primeiro “não lembrar” que esteve no mesmo palco ou palanque com a traficante Alessandra Moja, durante visita de Lula (PT) à Favela do Moinho, em São Paulo, em junho de 2025. Depois, afirmou que Tarcísio de Freitas “mentiu”, ao lembrar o caso durante debate na Band. Quem mente não é o governador de São Paulo. Foto mostra Haddad com o ex-ministro Márcio França (PSB) no mesmo palanque da criminosa que a Polícia Civil prenderia em 8 de setembro.
Imagens oficiais
O petista de memória seletiva até contestou a existência de imagens do episódio, mas existem e foram feitas até pelo Canal Gov, do governo.
Homenagem do PT
Naquele 26 de junho, três mulheres chamadas ao palco pelo PT, diante de Lula, foram anunciadas como “lideranças comunitárias”. Só que não.
Liderança do crime
Entre as “lideranças” estava a traficante que seria presa logo depois na Operação Sharpe, do Gaeco, Polícia Civil e Polícia Militar.
Sob comando do PCC
A cena acabou transmitida e reproduzida na imprensa. Só não checou quem não quis. A mulher e o irmão são acusados de ligação ao “PCC”.
Juiz beberrão ganhava acima do teto constitucional
Milton Lívio Lemos Salles, o juiz que não se constrangeu e entornou uma garrafona de vinho enquanto fumava e participava de um julgamento em sessão remota do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), não registra um único rendimento líquido mensal, este ano, dentro do teto constitucional, hoje em exatos R$46.366,19. A coluna acessou a folha de pagamento do TJ-MG e levantou os rendimentos do juiz, que, após o escândalo, acabou afastado das funções pelo tribunal mineiro.
Sagrados penduricalhos
Maio foi o mês do menor contracheque, R$44,2 mil líquidos. Bruto o valor salta: R$62,2 mil. R$22,4 só em “indenizações” e “vantagens pessoais’.
Sem sufoco
O último pagamento disponível, de julho, registra que o juiz afastado ganhou R$83,5 mil líquido. No mês anterior, mais R$62,8 mil.
Longe do vermelho
O ano já começou muito bem para Salles, que ganhou R$88,7 mil em janeiro. Fevereiro, outros R$63,6 mil.
Tudo mudou?
Em 2015, o STF suspendeu decisão da Justiça Federal que quebrava sigilos do jornalista Allan de Abreu e do Diário da Região (SP) com o intuito de revelar a fonte de uma matéria. “Sigilo da fonte constitui uma das garantias fundamentais da liberdade de imprensa”, dizia a decisão.
Já foi grave
Advogados do então governador Fernando Pimentel (PT-MG) pediram no STJ, há 11 anos, quebra de sigilo de jornalista de O Globo, após publicar informações de inquérito sigiloso. Pegou tão mal que Antônio Carlos ‘Kakay’ de Almeida Castro e Pierpaolo Bottini desistiram do pedido.
Na pauta
O Supremo Tribunal Federal faz hoje (13), no meio da tarde, nova audiência de conciliação sobre a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). O processo está sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
Pode esquecer
É remota a chance de avançar a ponto de ser votada a proposta que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes graves. Relator, Mendonça Filho (PL-PE) prevê votar em dezembro.
Pedido é ordem
Não demorou e a Agência Nacional de Proteção de Dados, transformada por Lula em superagência quase com poder de polícia, suspendeu o Discord. Veio logo após Janja pedir o banimento da plataforma.
Puro pessimismo
A maior parte (52,7%) dos pequenos e médios empresários não pretende ampliar as equipes nos próximos 12 meses. Os que pretendem ampliar somam apenas 21,3%. Os dados são da Serasa Experian.
Derrota da dama
Entre as pautas eleitoreiras que esfriaram e não têm chances de serem apreciadas no Congresso antes da eleição geral de outubro estão o fim da escala 6 x 1 e o tal “projeto de lei da misoginia”, defendido por Janja.
Voltas do mundo
Tarcísio (Rep) pode virar o primeiro governador paulista eleito no 1º turno desde Geraldo Alckmin (ex-PSDB) que bateu Aloizio Mercadante (PT), em 2010, e Paulo Skaf (MDB) e Alexandre Padilha (PT), em 2014. Alckmin (atual PSB), Mercadante, Padilha estão juntinhos no Lula 3.
Pergunta no TJ
Acima do teto também é acima da lei?
PODER SEM PUDOR
A mulher de Cezar
O deputado Cezar Schirmer (RS) fazia campanha pelo MDB, no interior do Rio Grande do Sul, e sempre citava uma máxima surrada, mas eficaz: “A mulher de César não basta ser honesta. Tem que parecer honesta. Assim deve ser o governo!”. Um eleitor foi saudá-lo na descida do palanque, cofiando os bigodes: “Gosto do jeito que o senhor leva sua mulher, deputado. Parabéns”.
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)