Segunda-feira, 01 de junho de 2026

Governo Lula monta ofensiva, nas redes sociais, para acusar a direita de entregismo; a direita diz que age em favor do povo

A inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na classificação de organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos acendeu o alerta na estratégia de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante disso, o PT e o Palácio do Planalto discutem mudanças na comunicação do presidencial.

Interlocutores da pré-campanha identificaram a necessidade de deixar Lula mais incisivo, presente e ágil no embate político direto no ambiente digital, abandonando o tom neutro que costuma pautar os perfis oficiais de governo. A meta é garantir velocidade de resposta para enfrentar a máquina bolsonarista no mesmo timing e com a mesma força.

Uma das peças-chave dessa reestruturação seria o deslocamento do fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert, para atuar diretamente com Lula no front digital, trabalhando em parceria com a secretária de comunicação do PT, Nicole Briones. Outra é erguer a bandeira da soberania mais uma vez dando nome aos bois. Tal como aconteceu no ano passado, com o tarifaço de 50% imposto por Washington às exportações brasileiras, a campanha pretende novamente galvanizar o espírito nacionalista do brasileiro deixando claro quem defende e quem solapa os interesses do País.

Isso explica o tom duro da nota divulgada pelo Palácio do Planalto, enfatizando que o clã Bolsonaro deseja voltar à Presidência da República para “entregar” o Brasil aos interesses norte-americanos. O protesto do governo foi reforçado pelas críticas do presidente no evento da Petrobras em Sergipe e pelo comentário do vice Geraldo Alckmin, em Caraguatatuba (SP), na entrega de seis novos veículos para a saúde, adquiridos por meio do Novo PAC.

“A decisão do governo estadunidense foi anunciada após articulações da extrema-direita brasileira, sob o comando de Eduardo e Flávio Bolsonaro (PL), evidenciando, mais uma vez, a família Bolsonaro como agente de uma política lesa-pátria, ao colocarem em xeque a nossa soberania”, frisa a nota, que reforça ser de exclusiva responsabilidade do Estado brasileiro o combate às facções. (Com informações do Correio Braziliense)

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