Sábado, 24 de fevereiro de 2024

GSI vai mudar e Aeronáutica deve ser empoderada na segurança de Lula

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marcos Amaro, quer fazer mudanças no órgão e vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma nova estrutura que dará mais poder à Aeronáutica.

A ideia do general é redistribuir as áreas da segurança presidencial e entregar a administração de eventos e viagens a um integrante da Força Aérea Brasileira (FAB). O general afirmou que o brigadeiro que chegar vai concentrar mais atribuições que o anterior. A medida não aumentará custos, dependerá apenas de remanejamentos.

Hoje o GSI tem quatro secretarias. Entre elas está a de Segurança e Coordenação Presidencial (SCP), que agrega os Departamentos de Segurança Presidencial (Dseg) e de Coordenação de Eventos, Viagens e Cerimonial (DCEV).

Com a reformulação, a SPC ficará só com o setor da segurança, o que envolve o serviço para presidente, vice, familiares, palácios e residências oficiais. O outro segmento, que envolve transporte aéreo, passa para um integrante da Força Aérea Brasileira comandar.

Aval

A proposta será apresentada, nos próximos dias, ao presidente Lula, a quem caberá o aval. Mas a ideia já conta com apoio de integrantes da Aeronáutica. Entre os militares, há uma queixa antiga de bastidores sobre a concentração de poder do Exército nas relações com a Presidência da República. Então, se aceitar o plano do general Amaro, tende a ampliar a simpatia entre os integrantes da Força Aérea.

Modelo similar era adotado no período da ditadura. A Aeronáutica cuidava da gestão e segurança das viagens aéreas. A infantaria da Aeronáutica cuidava da segurança nos terminais usados nessas ocasiões. Fora desse perímetro, o Exército assumia.

Mudanças

O chefe da Assessoria Especial de Planejamento e Assuntos Estratégicos da Secretaria-Executiva do GSI, Saulo Moura da Cunha, foi demitido do cargo. Antes de integrar o GSI, Cunha foi diretor-adjunto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Sua nomeação foi feita no 1º dia de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro de 2023. Ele estava no cargo durante os atos extremistas de 8 de Janeiro. Foi exonerado da posição em 2 de março de 2023.

A instituição afirmou que a exoneração do servidor foi motivada “em face do processo de reestruturação que passa o Gabinete de Segurança Institucional, e a consequente necessidade de realocação de cargos para outras estruturas do Gabinete”.

Cunha assumiu o cargo de assessor de planejamento do GSI em 13 de abril. Pouco tempo depois, em 19 de abril, foram reveladas imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto no dia dos atos extremistas mostrando que o então ministro do gabinete, Gonçalves Dias, estava presente no prédio durante as invasões.

O ex-diretor da Abin também deve ser ouvido pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro sobre o mesmo assunto. Sua convocação foi requerida pelo deputado Delegado Ramagem.

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