Terça-feira, 25 de junho de 2024

HPV é o vírus que mais causa câncer no mundo

O HPV (papilomavírus humano) infecta cerca de 700 mil pessoas por ano, segundo estimativa do Ministério da Saúde. A infecção pelo vírus não costuma causar sintomas na maioria das pessoas, dificultando sua identificação e aumentando o alerta para as doenças que podem ser causadas por ele, como o câncer. As médicas Marianne Pinotti, ginecologista e mastologista, e Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, participaram do episódio do “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” e falaram sobre o HPV, seus efeitos, transmissão, sintomas e tratamento.

Detecção precoce 

Existem mais de 200 tipos de HPV, mas apenas alguns deles preocupam especialistas por poderem causar consequências graves e que poderiam facilmente ser evitadas. O principal e mais conhecido efeito do vírus é o câncer, que pode surgir, muitas vezes, anos depois de a pessoa contrair o vírus.

“O HPV é o vírus que mais causa câncer no mundo”, explica Marianne. Segundo a especialista, o mais comum é o câncer de colo de útero. “A história natural do vírus do HPV é a menina pegar esse vírus quando ela começa a vida sexual, que hoje está ali entre 12, 14, 15 anos, e ela vai desenvolvendo as lesões precursoras, não tratando, não fazendo papanicolau. Aí ela vai morrer tragicamente com 30 anos. É uma doença de mulheres jovens”, completa.

O câncer de colo de útero é o segundo mais incidente em mulheres, com mais de 850 mil novos casos por ano, no mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer. No Brasil, são 17 mil casos de por ano, e mais de 7 mil mortes. Porém, o HPV pode causar também outros tipos de câncer, como o câncer de ânus, câncer de pênis e câncer de orofaringe – este último mais comuns em homens. Segundo Pinotti, de cada dez casos de câncer de garganta causados por HPV, sete são em homens.

Vacina é a principal prevenção

De acordo com a infectologista Mirian Dal Ben, a vacina é fundamental para prevenir o HPV. A vacina está disponível no SUS há 10 anos, mas nesta semana o Ministério da Saúde anunciou que ela agora será dada em dose única, e não mais em duas doses, o que pode ajudar a aumentar a cobertura vacinal. Hoje, o SUS contempla meninos e meninas de 9 a 14 anos, pessoas de 9 a 45 anos imunossuprimidas, com HIV ou transplantados, além de vítimas de abuso sexual.

Diante desse cenário, as médicas reforçam: quanto mais cedo se vacina, maior é a proteção. Por isso, a imunização é fundamental.

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