Terça-feira, 21 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 20 de julho de 2026
A Espanha funciona como um organismo. É difícil que um jogador seja o principal. Até mesmo os destaques do time na Copa dividem holofotes: casos da linha defensiva, de Rodri e de Oyarzabal.
Mas é inevitável falar sobre Lamine Yamal. O garoto completou 19 anos durante o Mundial. No aniversário, o atacante do Barcelona rebateu críticas. “Não há pressão. Vocês mesmos dizem que não estou no melhor nível, então não há o que esperar de mim.”
A expectativa era alta, já que Yamal já havia tido sucesso na Eurocopa de 2024, vencida pela Espanha e na qual marcou um gol e deu quatro assistências. O problema foi uma lesão muscular na coxa no fim de abril. O desempenho abaixo não o permitiu pleitear o prêmio de melhor jogador jovem da Copa, vencido pelo companheiro Pau Cubarsí.
Yamal ficou no banco na estreia da Espanha na Copa, contra Cabo Verde, e entrou aos 26 minutos do primeiro tempo. Não houve o que pudesse ser feito para resolver o empate por 0 a 0.
O garoto fez o primeiro gol em Mundiais já na segunda rodada, o que abriu a goleada de 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Yamal saiu no intervalo, por cuidado de Luis de la Fuente com o jogador.
Participações mais tímidas seguiram contra Uruguai, Áustria e Portugal. Ele manteve-se regular e completou 90 minutos pela primeira vez no Mundial diante dos portugueses.
Contra os austríacos, Yamal foi eleito o melhor jogador em campo. A premiação se repetiu contra a Bélgica, nas quartas de final. Ele teve uma nova atuação de 90 minutos e foi ativo na construção de jogadas. O capitão Rodri o elogiou e apontou pontos para melhorar. “Acho que o Lamine precisa acalmar um pouco essa ansiedade que ele às vezes tem de querer provar o seu valor”, disse o meia.
“Ele é um garoto muito inteligente e é verdade que tem apenas 19 anos e, muitas vezes, precisa ser acalmado em certos momentos da partida, mas todos nós já sabemos o nível em que ele está”, disse Rodri à imprensa antes da semifinal.
Contra a França, Yamal pareceu compreender seu lugar no time: ousou com a bola no pé em arrancadas, mas também soube cadenciar e ser uma engrenagem da equipe espanhola. Ainda foi protagonista do lance que abriu o placar. Lucas Digne afastaria a bola com tranquilidade, não fosse o garoto tentar dividir e sabiamente sofrer o pênalti cobrado por Oyarzabal.
Antes da decisão, o jogador chegou a fazer um treino especial por causa de uma sobrecarga muscular e apareceu no campo de treinamento com uma bandagem na coxa esquerda, mesma região que havia sido afetada por uma lesão no fim da temporada europeia.
Contra a Argentina, ele foi mais incisivo. Procurou jogadas individuais, mas encontrou resistência da forte marcação. O time controlou o jogo, e Yamal contribuiu timidamente. Não que importasse ao garoto que ostentou a bandeira da Catalunha após o apito final.
Yamal retorna à Espanha maior do que chegou à América do Norte. A experiência do Mundial serve à sua maturidade. As próximas Copas já têm um craque para esperar. Com informações do portal Estadão.