Sábado, 08 de agosto de 2026

Lula declara patrimônio de R$ 4,7 milhões; valor é 35% menor que em 2022

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou um patrimônio de cerca de R$ 4,7 milhões ao oficializar a candidatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as eleições deste ano. Em 2022, Lula declarou ter R$ 7,4 milhões em bens materiais, como imóveis, veículos e investimentos. Ou seja, o patrimônio material do presidente diminuiu cerca de 35% em quatro anos.

O principal fator da queda são planos de previdência privada. Em 2022, ele tinha um único VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) no valor de R$ 5,5 milhões.

Na declaração de 2026 são dois planos de previdência privada, mas em valor menor: somados, dão R$ 3,3 milhões. Outro motivo são “créditos decorrentes de empréstimo pessoal” que não constam mais na declaração de 2026, assim como uma “devolução de valores bloqueados por determinação judicial”.

Segundo a nova declaração, Lula possui imóveis em construção, 50% de um apartamento, sítio e terrenos em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O presidente também alegou ter carro, investimentos, dinheiro em conta corrente e participação na empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, fundada em 2011.

O chefe do Executivo ainda divulgou a foto oficial de sua candidatura e o plano de governo para uma eventual reeleição. O documento está organizado em 13 tópicos e reúne propostas para diferentes áreas. As eleições deste ano marcam a sétima vez em que o petista disputará o Palácio do Planalto.

Dentre as propostas, o plano de governo promete criar um Ministério da Segurança Pública e avançar na regulação das redes sociais e plataformas digitais. A criação do Ministério, segundo o programa, dependerá da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública enviada pelo Executivo ao Congresso.

A nova pasta teria a função de coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança no âmbito do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública). Para o PT, a implementação do plano deverá fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal e o combate ao crime organizado.

Na área digital, o plano coloca a regulação das plataformas como parte da estratégia de fortalecimento da democracia. O documento propõe avançar na “regulação democrática” das redes sociais e plataformas digitais para impedir a disseminação de desinformação, campanhas de ódio e outras formas de comunicação consideradas nocivas à democracia. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo e do portal CNN)

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