Sábado, 05 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que espera que a PEC do fim da escala 6×1 avance no plenário do Senado após o primeiro turno das eleições.
“Ele [Davi Alcolumbre] disse aos senadores que vai colocar em votação após ο primeiro turno. Agora estamos na expectativa de que ele coloque em votação”, disse em entrevista à Rádio Progresso, durante sua visita a Juazeiro do Norte, no Ceará.
Questionado sobre a possibilidade de aprovação antes da primeira etapa do pleito, Lula disse não saber quando a votação ocorrerá. O presidente, porém, manifestou expectativa de que o texto avance no Congresso. “Ele disse aos senadores que, assim que terminar o primeiro turno das eleições, ele vai colocar em votação. Agora nós estamos na expectativa de que ele coloque em votação”, afirmou.
Lula defendeu a redução da jornada como uma medida que permitiria aos trabalhadores ter mais tempo para descanso e atividades pessoais. Segundo ele, a mudança poderia beneficiar a convivência familiar, os estudos e outras atividades do cotidiano.
“Se fosse aprovada a escala 6×1, a gente poderia trabalhar com certeza que a gente vai ter o povo brasileiro trabalhador descansando um pouco mais, ficando um dia a mais com a família, para estudar, para criar auxílios, para visitar parentes, para fazer as coisas que todo mundo gosta de fazer”, declarou.
O presidente também afirmou que ficou com dúvidas sobre a não votação da proposta. Segundo ele, outros projetos avançaram, mas a escala 6×1 e a PEC da Segurança ficaram pendentes. “Eu, sinceramente, fiquei com uma dúvida por que não foi aprovado. Porque aprovou quase tudo, só ficou para ser votado a escala 6×1 e a PEC da Segurança”, disse.
Em publicação nas redes sociais, Lula diz que o Brasil testemunhou “quem é quem no Congresso Nacional”. “Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu o chefe do Executivo.
“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, disse Lula.
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, foi um dos principais senadores a se posicionar contra a matéria. Ele pediu vista ao projeto. O tema é considerado prioritário para o entorno de Lula, diante da avaliação que é uma medida popular de grande alcance e que poderá ser explorada como vitrine eleitoral do petista na campanha.
“Os brasileiros e brasileiras que trabalham seis dias por semana e, muitas vezes, dedicam o sétimo aos afazeres domésticos, já cansaram de esperar. Estamos com vocês. Seguimos mobilizados. Pelo fim da escala 6×1!”, escreveu Lula na publicação nas redes.
PEC da Segurança
Na entrevista, Lula também destacou a importância da aprovação da PEC da Segurança. Segundo ele, a proposta permitiria a criação do Ministério da Segurança Pública, com a definição do papel da União no combate ao crime organizado.
“A PEC da Segurança era importante ser aprovada, porque aprovada a PEC, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para definir qual é o papel da União no combate ao crime organizado, a bandidagem neste mundo”, afirmou.
Ao comentar o adiamento da votação, Lula disse não saber as razões que levaram o presidente do Senado a tomar a decisão. “Não sei quais as razões que o presidente do Senado teve para fazer isso”, declarou. (As informações são da revista Veja e O Globo)