Terça-feira, 12 de maio de 2026

Mães que resistem, amam e precisam ser protegidas

O Dia das Mães é mais do que uma data de celebração. É um momento de reconhecimento, respeito e reflexão sobre o papel essencial que as mães exercem na formação das famílias e da sociedade. São elas que, muitas vezes em silêncio, sustentam lares, educam filhos e enfrentam desafios diários com uma força que nem sempre recebe o devido valor.

Ser mãe já é, por si só, uma missão exigente. Mas para milhares de mulheres, essa realidade é ainda mais dura. As mães solo carregam sozinhas a responsabilidade de criar, educar e sustentar seus filhos. Enfrentam jornadas duplas ou triplas, lidam com a ausência de apoio e, mesmo assim, seguem firmes, colocando os filhos em primeiro lugar. São exemplos de coragem, resiliência e amor incondicional.

Há também uma realidade que não pode ser ignorada. Muitas mães vivem sob o peso da violência doméstica. Mulheres que deveriam encontrar no lar um espaço de proteção, convivem com medo, agressões e silêncio. Em muitos casos, permanecem nessa situação por não terem para onde ir, por dependência financeira ou por acreditarem que precisam suportar tudo pelos filhos.

Essas mães não precisam de julgamento. Precisam de apoio, acolhimento e políticas públicas que garantam proteção, autonomia e dignidade. É dever de toda a sociedade reconhecer essa dor e agir para romper esse ciclo de violência. Denunciar, apoiar e orientar são atitudes que salvam vidas.

Valorizar as mães é ir além das homenagens. É garantir condições para que possam viver com segurança, respeito e oportunidades. É olhar com atenção para aquelas que mais precisam e oferecer caminhos reais de transformação.

* Vera Armando – jornalista e vereadora de Porto Alegre

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