Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 26 de maio de 2026
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, presa na semana passada em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil suspeita atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), escreveu uma carta da penitenciária onde está presa e disse que está detida “por pura perseguição”, afirmou que nunca fez parte do crime organizado e reiterou sua inocência.
“Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)”, afirmou a acusada.
O conteúdo da carta foi ditado por ela à irmã, Dayanne Bezerra, que também é advogada.
A influenciadora foi presa na quinta-feira (21), em sua casa em Barueri, na Grande SP.
A investigação começou em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes manuscritos escondidos em celas na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Investigadores chegaram a uma transportadora de cargas, com sede em Presidente Venceslau, que seria usada como empresa de fachada para movimentar dinheiro da facção.
Segundo o MP, a transportadora fazia repasses para contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro do PCC. Duas dessas contas estariam em nome de Deolane.
“Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos “nãos” para manter meus princípios e minha ética”, disse Deolane.
No domingo (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus, em caráter liminar, apresentado pela defesa da influencer. Os advogados agora aguardam o julgamento do mérito e avaliam recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A decisão foi dada um dia depois do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitar um pedido de prisão domiciliar, por considerar que não houve “manifesta ilegalidade” na prisão.
Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. Ela nega as acusações e afirma que foi presa por ter exercido a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de cliente. Além disso, afirma que a “justiça vai ser feita”. (Com informações do portal de notícias g1)