Terça-feira, 17 de maio de 2022

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Mesmo com o pai sendo contra, menino de 12 anos ganha na Justiça o direito de se vacinar contra o coronavírus

Um juiz na Holanda permitiu que um menino de 12 anos recebesse a vacina contra covid-19, apesar do pai dele ser contrário à imunização. Segundo a mídia local, o garoto queria se vacinar para diminuir os riscos quando visitasse a avó, que enfrenta um câncer de pulmão.

Por não ter seu pedido atendido dentro de casa, o rapazinho levou o caso à Justiça. A decisão a favor do menino foi tomada pelo Tribunal Distrital de Groningen nesta quinta-feira (23).

A Holanda liberou a vacinação contra covid-19 para adolescentes de 12 a 17 anos, mas eles teriam que ter a autorização de seus responsáveis para receber o imunizante. No caso do menino que queria visitar a avó, a mãe dele foi favorável, mas o pai foi contra. Eles estão divorciados.

O pai argumentou que vacinas “estão em fase de teste” e temia “grandes riscos para os órgãos reprodutivos a longo prazo”. Na decisão judicial, o magistrado Bart Tromp rebateu essa fala, dizendo que não há base científica que justificasse tal posicionamento.

No pedido ao tribunal, o menino tinha explicado que ele queria ser vacinado contra a covid-19 para diminuir as chances de ser infectado, assim como os riscos de transmitir a doença para outras pessoas.

O juiz então ordenou que o menino recebesse a vacina “em breve”, porque seus interesses eram mais importantes, considerando que a avó dele sofre de “câncer de pulmão metastático e está nos estágios finais de vida”.

Dados da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, mostram que o coronavírus infectou mais de 2 milhões de pessoas na Holanda, matando quase 19 mil.

No Brasil

Mais de 80% do total de participantes de um estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre a intenção de imunização contra a covid-19 pretendia se vacinar contra a doença. Ainda de acordo com fundação, mais da metade do total do universo de pesquisados no levantamento tinham tido membro da família ou vitimado pela enfermidade ou internado pela doença.

Ao detalhar o estudo, a fundação informou, em comunicado, que a pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fiocruz (IFF/Fiocruz).

Realizado de forma on-line e denominado “Estudo Trend” entre 22 a 29 de janeiro de 2021, o levantamento contou com 173.178 participações voluntárias e anônimas de adultos residentes no Brasil, com análise de dados sociodemográficos e epidemiológicos, informou a entidade.

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