Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 20 de agosto de 2026
Agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que patrulhavam o Centro Histórico de Porto Alegre na manhã dessa segunda-feira (20) realizaram um parto dentro de viatura da corporação. Eles haviam sido procurados no posto-base do viaduto da Borges de Medeiros por um cidadão cuja esposa estava prestes a dar à luz: diante da urgência, o casal embarcou no veículo mas a criança acabou nascendo no banco traseiro, durante o trajeto rumo à Santa Casa.
Mãe e bebê foram encaminhados ao setor de emergência obstétrica do complexo hospitalar. De acordo com informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulgadas no portal prefeitura.poa.br, ambos passam bem.
A presença fixa da GCM é provisória no Viaduto, recém-inaugurado neste ano, após longo período de restauro e revitalização. Em breve, o consórcio escolhido para explorar comercialmente as lojas contratará empresa terceirizada de segurança para atuar na vigilância do local.
Mudança de nome
Em 15 de agosto de 2025, após sinal verde da Câmara de Vereadores, o prefeito Sebastião Melo sancionou lei complementar que renomeou a então Guarda Municipal em Guarda Civil Metropolitana”, dentre outras medidas.
Vinculada à Secretaria Municipal da Segurança da capital gaúcha (SMSeg), a corporação dispõe de um efetivo de aproximadamente 400 agentes. A população pode solicitar seus serviços pelo telefone 153, disponível durante 24 horas por dia.
Trajetória
A corporação completará em novembro 134 anos de atividades com foco na proteção de espaços públicos da cidade. Criada em 3 de novembro de 1892 pelo intendente (cargo equivalente ao do atual prefeito) Alfredo Augusto de Azevedo, a Guarda Municipal permaneceu vinculada à Brigada Militar até o ano seguinte. Mas era o município quem pagava os salários dos praças e de alguns oficiais, bem como o aluguel do quartel.
Em outubro de 1896, o novo intendente João Luiz de Farias Santos organizou a Polícia Administrativa do município. Já em novembro de 1986, o intendente interino Cherubi Febeliano da Costa decretou a extinção da Guarda Municipal e do Corpo de Fiscais, incorporando a Guarda Municipal à Polícia Administrativa, status mantido até 1928.
Um convênio assinado com o governo do Estado em janeiro de 1929 permitiu que os serviços de higiene, policiamento e instrução fossem feitos pela administração estadual. Na época, o Corpo da Guarda era constituído por um quadro administrativo e três destacamentos isolados, com sedes nos bairro Rio Branco, Belém Novo e Ilha da Pintada.
Em 1936, outro convênio foi firmado com o Estado pelo prefeito Alberto Bins e mantido até 1957. Pertencente no início ao quadro da organização municipal, a Guarda Civil foi transferida à administração do Estado por convênio com o município. Pouco tempo depois, passou efetivamente ao governo gaúcho.
Um decreto de dezembro de 1957 criou o Setor de Guardas do município, subordinado à Secção de Fiscalização do Departamento de Limpeza Pública. Em agosto de 1959, conforme o Decreto nº 1.835, assinado pelo prefeito Tristão Sucupira Viana, extinguiu-se o Setor e, para maior eficiência, criou-se o Serviço da Guarda Municipal, subordinado à prefeitura.
Um decreto de agosto de 1960 alterou a denominação do Serviço de Guarda Municipal para Guarda Municipal, submetida nove anos depois, pelo prefeito Célio Marques Fernandes, a nova nomenclatura: Serviço de Vigilância Municipal, que assim seria chamada até 1994, durante a gestão do prefeito Tarso Genro, quando passou em definitivo a se chamar pela forma como a conhecemos hoje.
(Marcello Campos)