Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de agosto de 2026
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF), que há anos está na vanguarda das críticas a Gianni Infantino, pedirá a renúncia do presidente da Fifa, anunciou sua presidente, Lise Klaveness, nesta sexta-feira (7). A dirigente é uma das lideranças da Uefa contra o ítalo-suíço.
“Ele não possui a confiança institucional necessária para liderar a Fifa de forma estável no período atual. Não há volta para Gianni Infantino”, declarou Klaveness em coletiva de imprensa.
“Vamos pedir a renúncia do presidente da Fifa agora”, acrescentou, um dia após uma reunião dos órgãos dirigentes da federação norueguesa, na qual, entre outros assuntos, a posição de Infantino foi analisada.
Presidente da Fifa desde 2016 e atualmente o único candidato nas eleições marcadas para março de 2027, Infantino precisará da maioria dos 211 votos dos membros da instituição para ser reeleito.
O presidente ítalo-suíço está mergulhado em crise desde o fracasso de seu plano de abrir a Fifa a investidores privados, que foi abandonado no último sábado após oposição, principalmente da Uefa e da Concacaf.
“Diante do caos em que nos encontramos, ele não pode mais ser a figura que nos une”, disse Lise Klaveness.
Algumas vozes, como a do ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, apontaram Klaveness como possível candidata para suceder Infantino, o que a tornaria a primeira mulher a liderar a Fifa.
“Ela foi a única que sempre se posicionou claramente e se recusou a seguir a tendência predominante. E na Fifa, chegou a hora de uma mulher assumir o comando”, escreveu Blatter na rede social X.
“Ainda não chegamos lá”, disse Klaveness na sexta-feira, referindo-se a essa possibilidade. “Para nós, agora o foco está nas questões que mencionei, e não em indivíduos específicos. Seria estranho da minha parte começar a responder perguntas sobre mim, e isso vale para todos”, explicou o advogado de 45 anos.
A Federação Nigeriana de Futebol (NFF) decidiu recorrer ao comitê de ética da Fifa em relação a três casos: o projeto abortado de abertura do país a investidores privados, a suspensão do americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026 após a intervenção de Donald Trump e a concessão, pela Fifa, de um autodenominado “prêmio da paz” ao presidente dos EUA.
A NFF também solicitará uma revisão completa das reformas às quais Infantino já se comprometeu.