Domingo, 16 de junho de 2024

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence anunciou a desistência de sua pré-candidatura à presidência em 2024 pelo partido Republicano

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Mike Pence anunciou a desistência de sua pré-candidatura à presidência em 2024 pelo partido Republicano. Em seu anúncio, o antigo vice de Donald Trump fez um apelo para que seu partido retorne aos princípios conservadores e resista ao “canto da sereia do populismo”.

“Venho dizer-lhes que ficou claro que esta não é a minha hora”, disse Pence durante seu discurso no encontro anual da Coalizão Judaica Republicana, que reúne influentes doadores do partido. “Estou deixando esta campanha, mas prometo-lhes que nunca vou deixar de lutar pelos valores conservadores”, destacou. “Sempre soubemos que seria uma batalha difícil, mas não me arrependo.”

Os oito pré-candidatos republicanos foram a Las Vegas para discursar para potenciais doadores, que esperavam ouvir como a retórica de apoio a Israel se traduziria na prática em um eventual novo governo republicano.

Pence não declarou apoio a nenhum dos pré-candidatos republicanos na disputa pela Casa Branca. Ele tinha apenas 3,8% das intenções de voto em seu partido, segundo o portal fivethirtyeight.com. Já Trump é o líder das pesquisas, com 56,9% do apoio dos republicanos.

Pence é o candidato de maior destaque a abandonar a disputa e o primeiro deles que atendeu aos critérios do Comitê Nacional Republicano para os debates primários. Ele ainda não havia sido anunciado como qualificado para o debate de 8 de novembro em Miami, para o qual os candidatos devem atingir um limite de votação e ter 70 mil doadores únicos.

Embora tenha composto o governo anterior, Pence voltou recentemente suas críticas a Trump e é uma resistência contra o ex-presidente dentro do partido.

Negacionista raiz

A eleição de um “negacionista raiz” — das eleições de 2020, dos efeitos das mudanças climáticas, do direito ao aborto e da defesa dos grupos LGBTQIA+ — representou o triunfo da ala radical dos republicanos na Câmara dos EUA. Após três tentativas fracassadas, a ala da extrema direita, ligada ao ex-presidente Donald Trump, escolheram o conservador linha-dura Mike Johnson como presidente da Câmara, o segundo lugar na linha de sucessão presidencial.

O tópico mais notório na biografia do novato congressista de Louisiana é o de aliado próximo do ex-presidente americano, a quem serviu como assistente de defesa durante os dois julgamentos de impeachment no Senado.

Ele participou ativamente dos esforços para anular os resultados das eleições presidenciais, que deram a vitória a Joe Biden e foi um dos 147 legisladores republicanos que votaram pela anulação do pleito.

A eleição de Johnson para ocupar o terceiro cargo mais importante na hierarquia política dos EUA supostamente põe fim a três semanas desgastantes em que a Câmara esteve mergulhada no limbo pela ausência de liderança no partido majoritário.

Os republicanos tentaram inutilmente emplacar os congressistas Steve Scalise, Jim Jordan e Tom Emmer para substituir Kevin McCarthy, defenestrado pela ala radical.

O impasse e o caos reforçaram a influência que Trump exerce sobre o partido, como claro favorito a obter a indicação republicana para concorrer às eleições do próximo ano.

A escolha do novo presidente da Câmara traz alívio ao partido, mas afirmar que Johnson vai unificá-lo é prematuro e soa até como ingenuidade. Ele é um congressista obscuro, que chegou à Câmara em 2017, como opositor ferrenho do direito ao aborto, ao casamento entre pessoas de mesmo sexo e às questões de gênero.

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