Quarta-feira, 19 de agosto de 2026

“Os americanos não vão resolver problema que é nosso”, diz o presidenciável Ronaldo Caiado sobre ação dos Estados Unidos contra o crime organizado no Brasil

O candidato do PSD à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse que os Estados Unidos não podem resolver um problema que é “nosso” em relação ao combate às organizações criminosas brasileiras. Caiado havia sido questionado se ele apoiaria a classificação de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

“Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós”, disse Caiado em conversa com a imprensa, após participar de evento organizado pelo Grupo Voto na capital paulista.

Segundo o ex-governador goiano, tem faltado “ação” por parte do atual governo para combater a criminalidade, de modo que as facções brasileiras já se espalharam para países vizinhos.

Caiado disse que, entre as alternativas está a criação de uma polícia comum aos países que fazem fronteira com o Brasil. Segundo ele, isso facilitaria a cooperação e troca de informações.

Ainda no âmbito da segurança pública, Caiado criticou falas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que disse que estaria aguardando a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública para criar um ministério voltado para a área. “Lula, por favor. O senhor está há tantos anos presidente e não sabe nem quais são as capacidades do presidente da República em decidir? Isso é por medida provisória. Você cria um Ministério da Segurança por medida provisória.”

Reciprocidade

O candidato do PSD à Presidência criticou o governo e a hipótese de o Brasil aplicar reciprocidade contra os Estados Unidos após novo tarifaço. Caiado disse que o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) “passou a ser um braço ideológico do governo” e “tentáculo do PT”.

“Não pode ser do humor do presidente colocar em risco a convivência que nós temos (com os Estados Unidos)”, falou o candidato, criticando a postura de Lula ante os Estados Unidos na economia.

O governo notificou os Estados Unidos na última quinta-feira (13) para informar que iniciará o processo que aplica Lei da Reciprocidade contra as tarifas. Nessa primeira fase, o Brasil solicita análises diplomáticas antes da aplicação em si.

“Que estupidez é essa? Medida de reciprocidade neste momento, sendo que o maior investidor são os Estados Unidos?”, disse Caiado em evento do Santander na segunda-feira (17), em São Paulo. Ele também afirmou que a liturgia do presidente da República não pode ser “briga de boteco”. (Com informações de O Estado de S. Paulo e da Folha de S.Paulo)

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