Terça-feira, 18 de janeiro de 2022

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Pandemia: países ricos prometem mais 1 bilhão de doses de vacinas para os mais pobres

Ameaçados pelo avanço da variante ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul, os ministros da Saúde do G-7 prometeram reforçar a vacinação em países pobres e falaram em ampliar a ajuda à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Enquanto cientistas advertem que a extensão da ameaça ainda é uma incógnita, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que a nova cepa é “motivo para preocupação, mas não para pânico”.

“No dia em que a variante foi identificada pela OMS, tomei passos importantes para restringir as viagens do sul da África. Mas sabemos que, por mais que as restrições possam reduzir a disseminação do vírus, elas não podem evitar que as novas cepas cheguem”, afirmou Biden. “Mais cedo ou mais tarde veremos casos da variante aqui nos EUA.”

O encontro de emergência do G-7 havia sido convocado pelo governo britânico, que ocupa a presidência do grupo. Na reunião, representantes de EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Canadá e Japão, além da União Europeia, concordaram com a “relevância estratégica” de intensificar a imunização em países em desenvolvimento. As sete potências globais reforçaram o compromisso de doar um bilhão de doses aos países de baixa renda.

O presidente chinês, Xi Jinping, não ficou atrás e também prometeu ontem enviar à África um bilhão de doses. “Para contribuir para o cumprimento da meta estabelecida pela União Africana de vacinar 60% da população do continente até 2022, a China fornecerá à África um bilhão de doses adicionais”, disse Xi. Segundo ele, serão 600 milhões em doação e 400 milhões na produção conjunta entre empresas chinesas e países africanos. Além disso, a China se comprometeu a enviar 1,5 mil médicos e especialistas em saúde pública.

Alerta

Vários países anunciaram o fechamento de fronteiras, à medida que os casos de Ômicron se propagam pelo mundo. Israel, Marrocos e Japão proibiram a entrada de estrangeiros.

A Suíça, que já havia vetado voos diretos de alguns países africanos, retomou a quarentena de dez dias para viajantes de vizinhos europeus, como Reino Unido, Bélgica e Holanda. O governo suíço também suspendeu a Universíada de Inverno e um encontro da OMS.

Apesar das promessas dos países do G-7, nem todas as medidas adotadas para conter o avanço da variante Ômicron são unanimidade. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que está “profundamente preocupado com o isolamento dos países da África” diante das restrições impostas pelo aparecimento da variante. “Há muito tempo venho avisando que as baixas taxas de vacinação na África podem ser terreno fértil para novas variantes”, disse Guterres.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que as proibições de viagens a seu país eram discriminatórias e sem base científica. “Isso é um distanciamento claro e completamente injustificável dos compromissos que muitos desses países assumiram no encontro do G-20, no mês passado. O veto às viagens não é guiado pela ciência, nem será eficaz em prevenir a disseminação dessa variante”, disse Ramaphosa.

Disseminação

Escócia, Portugal, Espanha e Canadá identificaram os primeiros casos da variante ômicron, dando pistas sobre o que o presidente sul-africano quis dizer. Autoridades alemãs registraram a infecção de um homem de 39 anos que não teve contato com nenhum estrangeiro.

Especialistas, incluindo Anthony Fauci, um dos principais conselheiros de Biden, disseram que pode levar até duas semanas para que a comunidade científica saiba mais sobre a transmissibilidade da variante e a gravidade da doença que ela causa.

Até agora, os cientistas acreditam que as mutações da nova cepa permitem que o vírus se espalhe mais facilmente. Outra dúvida é se as vacinas existentes oferecem ou não proteção contra a ômicron.

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