Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Passam de 75 os casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil

Passam de 75 os casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde são 76 os diagnósticos positivos da doença. Os episódios estão divididos em seis Estados (Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo)e também no Distrito Federal.

O ministério afirmou ainda que está em articulação com as secretarias estaduais de saúde para continuar monitorando o surgimento de novos casos e rastrear as pessoas que tiveram contato próximo com os infectados.

Nos últimos meses houve um surto da doença na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro caso no Brasil foi registrado no dia 8 de junho.

No fim de junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que, no momento, a situação não se configura como uma emergência de saúde de importância internacional. Isso significa que a OMS, apesar de admitir preocupação com a doença, entende que o surto não é tão grave, por exemplo, como a pandemia de covid.

Autoridades sanitárias tem dito que o poder de contágio da varíola dos macacos é menor que o da covid, assim como a ocorrência de casos graves.

Doença

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.

Os sintomas geralmente são: febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:

1) Por contato com o vírus – com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.

2) De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.

3) Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;

4) Da mãe para o feto através da placenta;

5) Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;

6) Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

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