Domingo, 30 de agosto de 2026

Prazo de financiamento para compra de carro é ampliado em até 84 parcelas para taxistas e motoristas de aplicativos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação no prazo de pagamento do empréstimo do programa Move Brasil destinado a taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas, uma das apostas eleitorais do governo Lula.

A alteração aprovada pelo CMN amplia de 72 para até 84 meses o prazo máximo de reembolso das operações, mantendo até seis meses de carência de principal.

O CMN também confirmou a elevação de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor máximo do automóvel que poderá ser financiado pelo programa.

Com cerca de R$ 4 bilhões emprestados em um total de R$ 30 bilhões disponíveis, o Executivo vê potencial para acelerar os empréstimos e começou a cobrar uma postura menos retraída dos bancos privados.

Em meio a essa queda de braço, o governo já havia publicado portaria ampliando as possibilidades de veículos a serem adquiridos. Além do teto,, foi permitida a compra de veículos híbridos a gasolina, álcool ou ambos. Antes, era autorizado apenas a compra de híbridos flex.

Em nota, o CMN disse que a ampliação do limite busca aumentar o número de modelos e versões disponíveis aos beneficiários e favorecer maior concorrência entre fabricantes. Um levantamento citado pelo governo indica que o limite anterior, de R$ 150 mil, abrangia aproximadamente 63% do mercado analisado. Com a inclusão dos veículos entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, outras 486 mil unidades passam a integrar o universo potencialmente elegível pelo critério de preço, elevando a cobertura para aproximadamente 88% do mercado considerado.

“O novo limite também permite ampliar o acesso a veículos compatíveis com diferentes modalidades de transporte por aplicativo, inclusive categorias que exigem automóveis com maior padrão de conforto e que podem oferecer maior remuneração aos motoristas”, diz o governo.

Já a ampliação do prazo de financiamento, o argumento usado é de reduzir o impacto do maior valor potencialmente financiado sobre as prestações mensais, permitindo maior diluição do principal e contribuindo para preservar a capacidade de pagamento dos beneficiários.

O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. (Com informações do jornal O Globo)

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