Sábado, 05 de setembro de 2026

Presidente do Supremo indica intenção de levar ao plenário crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende levar ao plenário da Corte os desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A avaliação é que as acusações e questionamentos que vieram à tona nos últimos dias precisam ser analisados pelo conjunto dos ministros, e não apenas por meio de decisões individuais.

Fachin também demonstrou incômodo com a forma como os dois lados vêm conduzindo o embate. Em discurso nessa sexta-feira (4), o presidente do STF afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que resposta a fatos “graves” será “firme”. Ele também afirmou que a “gravidade” dos acontecimentos tornados públicos nesta semana – que envolvem relações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a atuação de magistrados – “não autoriza atalhos”.

A intenção, segundo relatos, é aguardar as respostas e manifestações de Moraes e Mendonça sobre os episódios que deram origem à crise antes de definir o encaminhamento. Em seguida, submeter aos demais integrantes do tribunal para uma discussão e, posteriormente, levar a um debate em plenário.

A expectativa é que tanto Moraes quanto Mendonça sejam chamados a se declarar impedidos a votar nos julgamentos. Fachin não teria indicado qual será sua posição sobre o mérito das acusações ou qual resultado considera mais provável. O encaminhamento defendido, neste momento, é ouvir os envolvidos, reunir os elementos necessários e, depois, levar a discussão ao plenário do STF.

Entenda

Em um relatório divulgado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, a PF afirmou que acionou a AGU para que entrasse com recurso contra decisões de “perfil atípico”, entre elas o controle prévio sobre alterações na equipe de investigação. O documento ainda aponta que o advogado-geral Jorge Messias teria se negado a agir no caso para manter a relação política com Mendonça.

A crise na relação entre os dois magistrados escalou após Mendonça, na terça-feira (1), tornar público um relatório da PF que mostra uma relação de proximidade entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. No caso, os documentos possuem conversas entre os dois em que o dono do Master, inclusive, pergunta se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro de 2025.

Na quinta, Moraes pediu a inclusão do ministro André Mendonça no inquérito das fake news. Ele acusa o colega de STF de “usurpar” a direção das investigações do Ministério Público, direcionamento de investigação contra o magistrado e condução irregular nas tratativas de delação premiada. Porém, o pedido foi negado pelo presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin. (Com informações dos portais g1 e Itatiaia)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

CRVR entrega certificado da ONU que reconhece neutralização de emissões da Fenasoja
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play